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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Imprensa: Nada está por um fio (Revista Veja)

Muito boa a matéria "Nada está por um fio", da Veja (edição nº 2.255 - 8 de fevereiro de 2012), que fala de forma destacada sobre a queda de cabelos na quimioterapia.
Tentei reproduzir o texto aqui, pra facilitar a vida dos leitores, mas não deu pra copiar. Então, segue o link pra quem não leu.

* Acesse o acervo digital da Revista clicando na imagem abaixo. Depois, escolha 2012 e clique na edição indicada acima. As páginas são 94, 95 e 96 (Saúde).



“Não se pode criar experiências. É preciso passar por elas.” Albert Camus

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

TV Record mostra o dia a dia do Hospital AC Camargo (SP)

Vale a pena conferir essa série de reportagens que a TV Record começou a exibir no dia 16 de janeiro.
A equipe do JR passou uma semana dentro do hospital AC Camargo em São Paulo.


Quem me alertou sobre os programas foi o meu amigo Piffer, que também localizou as reportagens no site. Confesso que, num primeiro momento, fiquei emocionada ao assistir. Afinal, muita coisa me fez rever um "filminho". Mas depois, fiquei feliz de saber que, como eu, tanta gente tem a chance de cura.




sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"Matando o 'touro' a unha"

Postagem (MUITO) atrasada – Parte 4
Maio/2011
Outro assunto que eu já deveria ter postado aqui há muito tempo é o efeito da químio na lâmina córnea, flexível, de transparência imperfeita, levemente curvada, que recobre a extremidade distal da falange terminal no homem. Em outras palavras: UNHA.

Pra algumas pessoas que recebem a QT, as drogas fazem as unhas ficarem tão fracas e descamadas que chegam a cair.  Não foi o meu caso. Mas minhas unhas ficaram bem fracas e quebradiças. E cheias de estrias e “ondinhas”, como se vê na foto. Somente agora (outubro/novembro) isso está sumindo, porém, as unhas continuam fracas e quebram com uma facilidaaaade...
Ah! Vale lembrar que não posso tirar a cutícula das unhas da mão esquerda, por ter retirado o linfonodo sentinela desse lado. Então, em solidariedade, a mão direita aderiu: abaixo o alicate de unhas! Acredite, as cutículas estão encolhendo. Logo, logo, acredito, não dará nem pra notá-las.

Como uma onda... aliás, como muitas ondas...


“O que você tem todo mundo pode ter, mas o que você é ninguém pode ser.” - Clarice Lispector

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cílios e sobrancelhas: os últimos serão os... mais demorados a voltar!

Postagem (MUITO) atrasada – Parte 2
agosto/2011
Bem depois de terminadas as sessões de quimioterapia, dos meus cabelos começarem a dar o ar da graça e até depois da depilação, meus cílios e sobrancelhas, rebeldes atrasados, decidiram se arremessar pra fora da minha face e olhos. Sobrancelha ralinha, ralinha; cílios que davam pra contar nos dedos das mãos. “É normal”, explicou o dr. Anderson
Ele explicou, mas eu não fiquei nada satisfeita com essa situação. Ora, se tudo já estava caminhando pra normalidade, por que, logo no rosto, os efeitos estavam apenas começando?
Não tem lógica? Então, vamos às medidas paliativas: lápis de sobrancelha e cílios postiços!
Usei os cílios duas vezes (o efeito ficou lindo!). Aí, resolvi, depois da segunda vez, lavá-los com sabonete. Veja o resultado incrível... e horroroso! Depois dessa, desisti de usar novos acessórios do gênero...

* Essa pequena alopécia facial durou apenas cerca de um mês. Ainda bem, né?
** Explicação: o chamado "folículo piloso" dos cílios e sobrancelhas pode ser mais forte do que o dos cabelos e o efeito, portanto, mais demorado. Mas isso não acontece com todas as pessoas que fazem químio. Só com as privilegiadas como eu, por exemplo...

A primeira depilação pós QT a gente nunca esquece...

Postagem (MUITO) atrasada - Parte 1
agosto/2011
Nunca mais, nunquinha!, vou reclamar daquela cera quente me queimando a pele e daqueles puxões violentos da depiladora. Isso passou a ser lindo.

Puxa! Como é bom ter o que depilar...  re re re...
E, afinal de contas, o que são essas “pequenas dorzinhas”?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Imprensa: exemplo de solidariedade e amizade

Uma notícia chamou a atenção de muita gente: 26 colegas do estudante Arthur Gonçalves, em tratamento com quimioterapia, rasparam a cabeça, em solidariedade ao amigo. O fato aconteceu numa escola de Governador Valadares (MG).


* A história me fez lembrar o povo da Acme/Mútua, com máscaras e lenços.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Supremo

Como se tornou um “clássico pós-QT”, não poderia faltar o bom e velho supremo de frango. Desta vez, tipo “drive thru”, pois a tal fadiga oncológica estava adiantada e o sono não permitiria almoçar no restaurante - certamente, eu cairia de boca no prato... de boca, nariz, bochecha...
Hummm... almocinho gostoso pra comemorar o fim da químio e... queda livre nos braços aconchegantes de Morpheu!

A curiosidade dessa última sessão foi que eu estava bem rigorosa quanto à alimentação, cuidados com alimentos, higiene em geral e evitando qualquer coisa que afetasse o orgulho dos leucócitos, já que minha imunidade voltaria a ficar baixa. Desde o susto com a internação, depois da 2ª QT, meu carinho e xodó com os glóbulos brancos tinha redobrado.
Então, como obedeço a Lei de Murphy, acabei usando, sem querer, a escova de dentes da Natália, parecida com a minha. Credo! Tanta frescura nos cuidados e eu dou uma dessa... Ainda bem que ela é “limpinha”... re re re... Nada de comprometimento com a imunidade.
Família que come supremo unida, permanece... gordinha!

ÚLTIMA QUÍMIO !!!

Convocadas pra acompanhamento à “titia” as queridas sobrinhas, quase filhas, Isa e Natália. Chegaram de São Paulo carregadas de sopa congelada de feijão da dona Mafalda, legumes cozidos e outras coisinhas, também congeladas. Afinal, precisava de alimentos com ferro e nutrientes pra que os leucócitos ficassem bem calminhos e não se suicidassem, após a químio. E nada como o feijãozinho com tempero de mamãe, né mesmo?
Na véspera, o tradicional exame de sangue pra ver como andavam as plaquetas. Expectativa SEMPRE, até o final da tarde, pra saber se estaria tudo bem pra QT.
Valeu muito a dica da minha amiga e exemplo Eliane D´Aloísio, pra que as “veinhas” (veias e não “véias”)  ficassem menos tímidas e fugitivas: mergulhar braço e mão numa bacia com chá de camomila morno. Além do mais, diminuem as manchinhas roxas de veias cansadinhas pelo uso. Funcionou!
Durante a aplicação, muitos papos interessantes com colegas também em tratamento. Troca de dicas, informações práticas e novas amizades. Desta vez, conheci a Carla, uma psicóloga bem alto astral, que já terminou o tratamento mas faz aplicação de medicamentos esporadicamente. Ela participa de um grupo de mulheres que troca  experiências sobre o câncer de mama. Vamos ver se dá certo de eu ir um dia e conhecer o trabalho.

ACABOU! A última QT tinha de ter uma foto comemorativa: SAÍDA!
Carla, Paola, Meg, Fátima e Magna



"Há duas maneiras de viver uma vida. A primeira é pensar que nada é um milagre. A segunda é pensar que tudo é um milagre. Do que estou seguro é que Deus existe." Albert Einstein

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Fadiga oncológica


 Não sou eu que tô falando. Tá escrito por aí.

"A fadiga é uma queixa comum entre pacientes, chegando a afetar até 70% deles durante quimio e radioterapia. Existem relatos de que a deterioração da condição física pode persistir durante anos após o término do tratamento em até 30% dos pacientes."

Cruzes! Será mesmo? Eu, Heim?!


Biscoito da sorte
Então tá, então!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Acreditar

Andréia, Tatiane e Ana Cláudia

É muito tranquilo chegar à Clínica Acreditar. Não me refiro ao caminho, porque, óbvio, me perco todas as vezes (pra quem não sabe, nasci sem GPS no cérebro ou qualquer dispositivo de localização/direção - a vida inteira me perdi, pela falta de um mínimo senso de direção). Refiro-me ao local, institucionalmente falando. A recepção do pessoal é tão carinhosa, que a gente se sente hiper bem, mesmo em dia de QT. Aliás, até pelo telefone o pessoal é extremamente atencioso e de uma boa vontade incrível.

Nos bastidores, também já tive provas da competência da equipe, uma vez que a assessora de comunicação da Acreditar, a Paula Vargas, foi parceira quando fizemos o evento na Mútua, escrito antes em outro tópico, fornecendo folder com material explicativo sobre câncer de mama e brindes pra sortearmos no evento. Também já falei sobre a incrível atenção dos médicos da Clínica.

Resumo da ópera: atendimento dez, em todos os sentidos.  O nome da Clínica tem tudo a ver: o astral e o positivismo, até dos pacientes, é notório. Aliás, boas amizades feitas na sala de aplicação. Pessoas guerreiras, vencedoras e com histórias incríveis de superação.


“Não sei se a vida é curta ou longa demais pra nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.” - Cora Coralina

A 3ª QT

Na véspera, pela manhã, exames de sangue pra ver como andavam os adorados e enjoadinhos leucócitos, as hemoglobinas, os linfócitos, as hemácias e as importantes e decisivas plaquetas, que são a principal indicação de se fazer ou não a químio. Mais picadinhas - no plural, por razões já conhecidas. Até o final da tarde, expectativa pra ver os resultados, depois do sustão que os glóbulos brancos tinham me dado após a sessão anterior.
Minha mãe chegou na hora do almoço, fui pegá-la no aeroporto, almoçamos em casa e eu fui trabalhar.
Na manhã seguinte, já estávamos na Acreditar pra penúltima sessão da quimioterapia. Pesa daqui, mede a pressão de lá e longa consulta relaxante com o dr. Anderson - sempre uma boa e produtiva prosa. Depois, os mesmos procedimentos das outras vezes: punciona aqui, acolá... mais picadinhas, mais amiguinhas na sala de aplicação, sonolência incontrolável, cochilo básico e o carinho de sempre do pessoal da enfermagem.
Saímos de lá e fomos pro aeroporto pegar a Big Sister Beth, que não pôde vir na véspera. Adivinha onde e o que fomos almoçar! Quem acertar ganha um... supremo de frango! Xi, falei! Suspensa a premiação.

Companhia e colinho da mamãe (ela tá linda nessa foto, né?)


Santusa (com as gêmeas crescendo na barriguinha), Régis (“o caçador das veias perdidas”) e Maria 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sex and the City 1: Samantha, a quimioterapia e a peruca

A série de TV Sex and the City, aplaudida por sua discussão franca sobre a sexualidade feminina, tem como protagonistas quatro mulheres que vivem em Nova York. A sexta e última temporada abordou de forma realista a luta da irreverente personagem Samantha Jones (Kim Cattral) contra o câncer de mama.
O link colado abaixo traz um momento genuíno e tocante, quando Samantha, em tratamento de quimioterapia, participa de um evento sobre o tema. Vale assistir.


Curiosidade
Uma das quatro atrizes da série, Cynthia Nixon, que vivia a personagem Miranda Hobber, passou pela experiência na vida real. Durante 18 meses enfrentou em segredo uma batalha contra o câncer de mama, tendo retirado parte do seio afetado pelo tumor. Revelou o fato depois de vencida a luta.


“Não provoque. É cor-de-rosa choque!” - Rita Lee

domingo, 24 de abril de 2011

Fair play: a químio e eu

O jogo é assim: eu respeito a químio e ela me cura. Ela pode me deixar prostrada, de ressaca, cansada, irritada, careca, inchada com “efeito baiacu”, com a pele seca, as unhas fracas, com baixa imunidade, me afastar das pessoas, dos prazeres, dos passeios, me levar ao hospital... MAS ELA ME CURA. E formamos uma dupla eficiente. Nunca reclamei dela. Pelo contrário, sempre tive certeza de que ela era indispensável pra que eu me sentisse mais protegida e segura. Custasse o que custasse. E esse é o tipo de jogo que não tem perdedor.
Falando nisso, achei o texto abaixo num dos blogs visitados. Me encantei. Tomei a liberdade de inseri-lo.

ESTRANHA AMIZADE ...

Tinha tanto medo de te conhecer. Sempre que falavam de ti era pra dizer coisas horríveis, falavam que eras tudo de ruim.
Tinha pavor de saber que um dia poderia te conhecer.
Mas como a vida trás surpresas, fomos obrigadas a sermos apresentadas.
Nossa! Como foi difícil aceitar a idéia que iria conviver contigo. Perdi o sono. Fiquei nervosa. Chorei demais. Só de pensar que essa convivência seria inevitável.
Lembro-me que no primeiro dia que fomos apresentadas tremi nas bases, pensei mil coisas, rezava, pedia a Deus pra não seres tão má comigo.
Passados sete meses convivendo contigo, vi que não eras aquilo que me fizeram acreditar; hoje passastes a fazer parte da minha história de vida.
Sei que me maltrataste, me transformaste, me deixaste sem cabelos, sem cílios, sem sobrancelhas, gorda, sem imunidades, enfim tudo de ruim.
Ah! Como me deixaste feia! Quantas furadas levei!!
Não queria te ver, mas só o fato de não poder te encontrar na data marcada já ficava em pânico, que coisa maluca! Queria você de todo jeito. Como era estranho esse sentimento dentro de mim.
Hoje, minha amiga, é dia de dizer adeus. Despeço-me de ti. Não vou dizer que vou sentir saudade tua, seria hipócrita demais. Espero não precisar nunca mais de ti, mas te agradeço por tudo.
Entendi que enquanto me maltratavas estavas dando minha cura, mais uma chance de viver.
Não vamos nos despedir com lágrimas, mas com sorrisos de alegria de vitória e de missão cumprida, colocando na balança, sei que o saldo foi positivo.
Quero que continues fazendo amizades com quem precisa da tua ajuda, embora eu não deseje nem ao meu pior inimigo que venha a experimentar-te. Que a tua atuação possa ajudar a curar milhares de outras pessoas e que todos entendam e gostem de ti assim como eu aprendi a gostar. Tenho certeza que terão o mesmo sentimento que tenho por ti hoje: gratidão!
Saibas que já esqueci tudo de ruim que fizestes comigo, e só me resta dizer que foste para mim uma amiga inesquecível!
Adeus minha amiga QUIMIOTERAPIA, e muitíssimo obrigada por tudo.

Cristiane Silva -
Esta carta fiz em agradecimento a tão temida quimioterapia. E para que as pessoas que ainda vão passar por ela não a temam tanto, ela não é tão má quanto falam. Imaginem se ela não existisse o que seria de nós?!” 
(http://cristianefsilva.blogspot.com/)


“O que não provoca a minha morte faz com que eu fique mais forte” - Friedrich Nietzsche

domingo, 17 de abril de 2011

Consultório médico: anemia, leucopenia e trombocitopenia

Os remédios usados na quimioterapia para combater as células doentes também destroem algumas das células sadias do organismo.  As células mais afetadas são as do sangue, como os glóbulos brancos (leucócitos), que defendem nosso organismo de infecções, os glóbulos vermelhos, que transportam oxigênio para todas as partes do nosso corpo, e as  Plaquetas, que atuam na coagulação do sangue.


Quando as taxas sanguíneas diminuem, podem aparecer sintomas como cansaço aos pequenos esforços, falta de ar, palidez, febre, pintas avermelhadas na pele, manchas roxas e vermelhas e sangramentos.

Se ocorrer, recomenda-se:
- Manter boa higiene corporal e bucal;
- Inspecionar regularmente a pele, boca, ouvido e nariz à procura de alguma lesão e/ou manchas;
- Proteger a pele de ferimentos ao se depilar, barbear, cortar as unhas e não espremer cravos e espinhas;
- Procurar ter um bom sono e repouso;
- Manter uma dieta saudável, rica em legumes, verduras, frutas, cereais e ferro e pobre em gorduras;
- Medir a temperatura sempre que perceber qualquer alteração.

Procurar o hospital em caso de:
- Febre igual ou superior a 37,8ºC;
- Sangramentos;
- Pintas ou manchas avermelhadas na pele;
- Palidez e muito cansaço aos esforços mínimos.

sábado, 16 de abril de 2011

Febrão de 39º e internação

Na sexta à noite, 15 de abril, voltei a ficar meio derrubadinha e a febre começou a subir: 37,7 graus, o limite pra ligar pro médico. Depois de um “banhão”, fiquei melhorzinha e com a esperança de que a febre iria baixar nas horas seguintes. E baixou: amanheci com “os termômetros registrando” 37 graus (não é plágio de previsão do tempo, mas é que utilizei dois termômetros mesmo, pra garantir).
Porém... lá pela uma da tarde, medi a temperatura e levei um susto: 39 graus! Liguei na mesma hora pro dr. Arturo, que me orientou a correr pro pronto socorro e me ligar de lá quando fosse atendida, já ao lado do médico, pra saber sobre o quadro e orientar a condução das ações.
A Beth, que ainda estava em Brasília, me levou ao pronto socorro, que é bem perto de casa. Fui atendida imediatamente por uma médica super atenciosa e competente. Mais uma picadinha pra exames de sangue. Quando ficaram prontos, o resultado que já era esperado: leucopenia, ou seja, enorme queda de leucócitos (que também atendem pela alcunha de “glóbulos brancos”). Podia ser alguma infecção escondidinha ou reação da própria químio. Mas tudo indicava que se tratava de infecção proveniente da demorada cicatrização de parte do corte na mama esquerda – cirurgia de 5 de fevereiro.


“Lembre-se da sabedoria da água: ela nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna."

sexta-feira, 8 de abril de 2011

QT nº 2

Roteiro da véspera: Laboratório Sabin, picadinha(s) e espera pelo resultado dos exames de sangue. Final de tarde: quantidade de plaquetas ok, outros indicadores ok. Mas leucócitos em quantidade muito maior do que deveria. Uéééé... Liguei pro dr. Anderson e pro dr. Arturo, que acompanharia a químio no dia seguinte. Ambos me tranquilizaram, explicando que era efeito do Decadron - remédio receitado pra evitar o enjoo da QT. Deveria ser tomado na véspera da químio (2), noite da químio (1) e no dia seguinte (2). A tontinha aqui tomou o remédio ANTES do exame de sangue. Zeeeeeebra!
Vamos à aplicação!
A segunda sessão de químio foi tranquila quanto à aplicação, assim como a primeira. Óbvio, a mesma batalha pra achar uma veinha boa na mão/braço direito, picadinhas pra lá e pra cá. Sonolência depois do Alegra, cochilo de 15 minutinhos, mais aplicação, agora dos químios, propriamente ditos, e... pronto! Menos uma QT!
Saímos de lá direto pro restaurante. A ideia era, de novo, encarar um supremo de frango. Depois disso, SONO, MUUUUIIIITO SONO.
Incrível como esse tratamento cansa. Eu nem imaginava o quanto. Dá uma moleeeeza...

Beth, a força "importada" pra 2ª QT

 
Dr. Arturo, que acompanhou a segunda QT (o dr. Anderson, “meu personal oncologist”, estava numa palestra, em BH)


 
Régis (“o Caçador de veias perdidas”), Fátima, Santusa (que espera a chegada das gêmeas) e Val
* O Hugo disse que pareço uma "mãe de santo" nesta foto. E não é que pareço mesmo?! re re re...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cabelo? Que cabelo? Ammm... é sobre ALOPÉCIA!

Foram exatos 15 dias após a primeira químio pro cabelo começar a cair. Bem, começar e terminar, porque não paguei pra ver. Paguei, sim, o cabeleireiro pra passar a máquina zero! Era primeiro de abril, mas os fatos relatados são absolutamente verdadeiros...
Todo mundo que tinha passado por isso ou que tinha acompanhado quem passou por isso dizia que era muito traumático ver o cabelo caindo ao longo de até cinco dias depois do começo da queda. Li e ouvi: “era cabelo espalhado por toda a casa, chão, travesseiro, box, mesa...”. Não queria e nem precisava passar por mais essa.
Quando completei 12 dias da sessão de QT, decidi cortar o cabelo bem curto, pra ir me preparando psicologicamente pra nova imagem. Aliás, adorei o corte! E avisei o cabeleireiro que voltaria em poucos dias pra “completar o serviço”.
Reloginho: na manhã do 15º dia, enquanto lavava o cabelo no banho, já percebi que seria “o dia D” (“Dia da Derrubada”). Estava bem preparada pra esse momento e ajudou o fato da minha amiga Beth Rodrigues estar hospedada em casa e dividir o fato comigo. Óbvio que ensaiei umas lágrimas, mas pensei: “É a minha cura e nada vai ficar no caminho; nem os cabelos”! Mas é impressionante como o cabelo sai aos montes! Cada vez que passava a mão, saia um “chumação”. Imediatamente, liguei pro Cabeleireiro e marquei hora pro final do dia. Só torcia pra que não caísse tudo à tarde, pois tinha uma reunião externa. Fiquei tentando nem balançar a cabeça, com medo dos cabelos caírem no meu caminho, na mesa de reunião, na mesa do coffee break – já pensou o mico?! Eu parecia um robô! Re re re...
Voltei da reunião - o cabelo resistiu - e quando cheguei à Mútua, os “filhotes” quiseram ver se estava mesmo caindo tanto assim ou se eu estava exagerando. Não. Não era exagero e eles viram que tinha chegado a hora de “carecar”.
Helena e Carol foram comigo e a Luciana (ex-estagiária de JO e ex-filhota) nos encontraria lá. Levei a “Dilma” (a peruca que tinha comprado) pra colocar tão logo acabasse a “eliminação capilar”. As meninas gravaram e fotografaram todas as etapas, a meu pedido. Já estava imaginando utilizar as imagens no clipe de abertura do blog (tá lá, do jeitinho que idealizei: começando com a música pra lá de baixo astral da novela “Laços de família”, quando a personagem Camila, com leucemia, raspa a cabeça, e passando pra imagens alto astral, com a música do Bob Marley).
 
Foi tudo bem, sem choradeira, sofrimento ou trauma. Na verdade, nos divertimos com os ensaios de cortes, como moicano (do Neymar ou do Fafá, que trabalha com a gente) e “cascão a la Ronaldo Copa 2002”. Até pedi, apontando um outro cliente que havia acabado de raspar a cabeça: "Quero um corte bacana, igual ao dele!"


    
     Com Denilton, o "hair designer"
  Com a "filhota" Luciana



"Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor."

quarta-feira, 23 de março de 2011

Esse povo da Acme é MUITO solidário!

Os “filhotes” definiram a “efeméride” do dia 23 de março: “Dia Internacional de Apoio ao Colaborador da Acme em Tratamento Quimioterápico” (FALA SÉRIO!) - Helena, Sara, Meg, Carol (de Justin Bieber), Rose e Hugo


Por causa da baixa imunidade decorrente da QT, uma máscara cai bem em ambientes mais aglomerados ou com ar condicionado (ambas situações que, aliás, devem ser evitadas). Por sugestão clínica, usei a máscara nos dez primeiros dias após a QT, garantindo mais proteção nas condições citadas.  Na base do “um por todos, todos por um”, os “mosqueteiros” da Acme passaram esse dia de máscara. Pura solidariedade... ou pura maluquice! De qualquer forma, “unidos venceremos”.
* Baixa imunidade não significa que quem estiver fazendo químio será indicado ao paredão.

CAUSO

E já que o assunto é união, preciso contar uma historinha que aconteceu com a “filhota” Helena. Tão logo eu descobri que o tumor era maligno, a Helena passou a sentir dores no seio (o esquerdo, claro). Todos os dias comentava que as dores não passavam. Chegou a ir ao cardiologista e fazer um monte de exames, achando que a dor pudesse ser ligada ao coração.

Até que criou coragem e pediu pra me acompanhar numa consulta com o dr. Farid, também seu médico há anos. Contou a ele sobre as dores. Ele a examinou e disse que estava tudo bem. E explicou que era muitíssimo comum que as mulheres da família, do trabalho ou da convivência da paciente com câncer de mama frequentemente apresentem dor no seio e imaginem estar também doentes. Depois da consulta, a Helena não sentiu mais nada!


"A vida é curta. Quebre as regras, perdoe rapidamente, beije lentamente, ame  verdadeiramente, ria sem controle. E nunca se arrependa de coisa alguma que te fez sorrir."