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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Em Sampa, comidinha caprichada

Beth e eu chegamos em Sampa com uma recepção VIP e gastronômica da dona Mafalda, a mãezona. Uma mesa hiper saudável, com reforço alimentar de sopinha de feijão, tomate sem casca, beterraba, brócolis, carne e outras coisinhas pros leucócitos voltarem definitivamente à ativa.
Sim, também havia guloseimas, que ninguém é de ferro (como o feijão, a beterraba, o brócolis e as carnes... re re re...).

 


domingo, 17 de abril de 2011

Consultório médico: anemia, leucopenia e trombocitopenia

Os remédios usados na quimioterapia para combater as células doentes também destroem algumas das células sadias do organismo.  As células mais afetadas são as do sangue, como os glóbulos brancos (leucócitos), que defendem nosso organismo de infecções, os glóbulos vermelhos, que transportam oxigênio para todas as partes do nosso corpo, e as  Plaquetas, que atuam na coagulação do sangue.


Quando as taxas sanguíneas diminuem, podem aparecer sintomas como cansaço aos pequenos esforços, falta de ar, palidez, febre, pintas avermelhadas na pele, manchas roxas e vermelhas e sangramentos.

Se ocorrer, recomenda-se:
- Manter boa higiene corporal e bucal;
- Inspecionar regularmente a pele, boca, ouvido e nariz à procura de alguma lesão e/ou manchas;
- Proteger a pele de ferimentos ao se depilar, barbear, cortar as unhas e não espremer cravos e espinhas;
- Procurar ter um bom sono e repouso;
- Manter uma dieta saudável, rica em legumes, verduras, frutas, cereais e ferro e pobre em gorduras;
- Medir a temperatura sempre que perceber qualquer alteração.

Procurar o hospital em caso de:
- Febre igual ou superior a 37,8ºC;
- Sangramentos;
- Pintas ou manchas avermelhadas na pele;
- Palidez e muito cansaço aos esforços mínimos.

sábado, 16 de abril de 2011

Eu, leucopênica. E viva o Granulokine!

Parece nome de filme, né não? “Eu, Leucopênica: a queda do império dos glóbulos brancos” - em breve, num cinema perto de você!

Devidamente internada, lá vêm as picadinhas: outros exames, soro, antibiótico... e as veias (da mão e braço direito) insistindo em não cooperar. A equipe de enfermagem teve até de pedir socorro pra Tereza, da UTI pediátrica, mais acostumada às veias “estreitinhas”, que finalmente conseguiu puncionar uma delas.
Ganhei até desenhinho da Teresa, no esparadrapo!


O antibiótico ajudou, mas quem colocou ordem na casa (no caso, meu corpinho), foi o milagroso Granulokine, medicamento à base de uma tal “filgrastima”, cujo precinho  módico é de mais ou menos R$ 400, a seringa! O convênio aprovou e os leucócitos terminaram a greve (bom, com esse valor, não haveria greve nem de professor).
Graças a isso, consegui ter alta a tempo de pegar o voo (u-hú!). Vale destacar a atenção do dr. Gustavo Ribas (que me deu alta) e do dr. Luciano dos Santos (ambos oncologistas do Grupo Acreditar). A pedido do dr. Anderson, “meu oncologista oficial”, e do dr. Arturo, que acompanhou a internação (ambos da Acreditar), Gustavo e Luciano foram presença constante no hospital durante minha internação e orientaram todos os procedimentos. Registro, ainda, as duas visitas do dr. Nataniel Soares, “meu” cirurgião plástico, que quis acompanhar de perto a evolução do quadro, principalmente no que dizia respeito à abertura do corte no peito esquerdo.
Passaram no hospital a Ana Carolina e a Lourdes, da Mútua.

MSN em ação: bate papo pra tranquilizar a Natália, diretamente do hospital


Airma que, além de me cuidar como enfermeira, teve até que acalmar a Mafaldinha pelo telefone, explicando que a internação não era o fim do mundo. Ela também teve CA de mama e trocamos muitas experiências...



Biscoito da sorte
Mas contra os glóbulos brancos, a gente vence todas!

“Aham, Cláudia! Senta lá!”

Perguntei à médica do PS a que horas eu sairia e ela disse:
- Horas? Não! Pelo protocolo desse tipo de caso você deve ficar internada uma semana!
- O quê? Mas nós estamos com passagem pra São Paulo daqui a quatro dias! Desculpe, mas eu não posso ficar tanto tempo.
Até parece que minha observação mudou a decisão ou a importância que a médica deu à viagem a Sampa.  Me senti a própria "Cláudia" - uma das pérolas da Xuxa: “Aham, Cláudia! Senta lá!”. .

* A loira não tá nem aí. Não dá a mínima pra coitada da Cláudia... re re re

Febrão de 39º e internação

Na sexta à noite, 15 de abril, voltei a ficar meio derrubadinha e a febre começou a subir: 37,7 graus, o limite pra ligar pro médico. Depois de um “banhão”, fiquei melhorzinha e com a esperança de que a febre iria baixar nas horas seguintes. E baixou: amanheci com “os termômetros registrando” 37 graus (não é plágio de previsão do tempo, mas é que utilizei dois termômetros mesmo, pra garantir).
Porém... lá pela uma da tarde, medi a temperatura e levei um susto: 39 graus! Liguei na mesma hora pro dr. Arturo, que me orientou a correr pro pronto socorro e me ligar de lá quando fosse atendida, já ao lado do médico, pra saber sobre o quadro e orientar a condução das ações.
A Beth, que ainda estava em Brasília, me levou ao pronto socorro, que é bem perto de casa. Fui atendida imediatamente por uma médica super atenciosa e competente. Mais uma picadinha pra exames de sangue. Quando ficaram prontos, o resultado que já era esperado: leucopenia, ou seja, enorme queda de leucócitos (que também atendem pela alcunha de “glóbulos brancos”). Podia ser alguma infecção escondidinha ou reação da própria químio. Mas tudo indicava que se tratava de infecção proveniente da demorada cicatrização de parte do corte na mama esquerda – cirurgia de 5 de fevereiro.


“Lembre-se da sabedoria da água: ela nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna."

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ei, ei! Vocês se lembram da minha voz?

... continua a mesma. Mas os meus cabelos, quaaaannnta diferença...
Este vídeo (anos 70 - Colorama) é um clássico.
Presentinho pros saudosistas de plantão.
Por que eu inseri no blog? Não faço a menor ideia...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

QT nº 2

Roteiro da véspera: Laboratório Sabin, picadinha(s) e espera pelo resultado dos exames de sangue. Final de tarde: quantidade de plaquetas ok, outros indicadores ok. Mas leucócitos em quantidade muito maior do que deveria. Uéééé... Liguei pro dr. Anderson e pro dr. Arturo, que acompanharia a químio no dia seguinte. Ambos me tranquilizaram, explicando que era efeito do Decadron - remédio receitado pra evitar o enjoo da QT. Deveria ser tomado na véspera da químio (2), noite da químio (1) e no dia seguinte (2). A tontinha aqui tomou o remédio ANTES do exame de sangue. Zeeeeeebra!
Vamos à aplicação!
A segunda sessão de químio foi tranquila quanto à aplicação, assim como a primeira. Óbvio, a mesma batalha pra achar uma veinha boa na mão/braço direito, picadinhas pra lá e pra cá. Sonolência depois do Alegra, cochilo de 15 minutinhos, mais aplicação, agora dos químios, propriamente ditos, e... pronto! Menos uma QT!
Saímos de lá direto pro restaurante. A ideia era, de novo, encarar um supremo de frango. Depois disso, SONO, MUUUUIIIITO SONO.
Incrível como esse tratamento cansa. Eu nem imaginava o quanto. Dá uma moleeeeza...

Beth, a força "importada" pra 2ª QT

 
Dr. Arturo, que acompanhou a segunda QT (o dr. Anderson, “meu personal oncologist”, estava numa palestra, em BH)


 
Régis (“o Caçador de veias perdidas”), Fátima, Santusa (que espera a chegada das gêmeas) e Val
* O Hugo disse que pareço uma "mãe de santo" nesta foto. E não é que pareço mesmo?! re re re...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cabelo? Que cabelo? Ammm... é sobre ALOPÉCIA!

Foram exatos 15 dias após a primeira químio pro cabelo começar a cair. Bem, começar e terminar, porque não paguei pra ver. Paguei, sim, o cabeleireiro pra passar a máquina zero! Era primeiro de abril, mas os fatos relatados são absolutamente verdadeiros...
Todo mundo que tinha passado por isso ou que tinha acompanhado quem passou por isso dizia que era muito traumático ver o cabelo caindo ao longo de até cinco dias depois do começo da queda. Li e ouvi: “era cabelo espalhado por toda a casa, chão, travesseiro, box, mesa...”. Não queria e nem precisava passar por mais essa.
Quando completei 12 dias da sessão de QT, decidi cortar o cabelo bem curto, pra ir me preparando psicologicamente pra nova imagem. Aliás, adorei o corte! E avisei o cabeleireiro que voltaria em poucos dias pra “completar o serviço”.
Reloginho: na manhã do 15º dia, enquanto lavava o cabelo no banho, já percebi que seria “o dia D” (“Dia da Derrubada”). Estava bem preparada pra esse momento e ajudou o fato da minha amiga Beth Rodrigues estar hospedada em casa e dividir o fato comigo. Óbvio que ensaiei umas lágrimas, mas pensei: “É a minha cura e nada vai ficar no caminho; nem os cabelos”! Mas é impressionante como o cabelo sai aos montes! Cada vez que passava a mão, saia um “chumação”. Imediatamente, liguei pro Cabeleireiro e marquei hora pro final do dia. Só torcia pra que não caísse tudo à tarde, pois tinha uma reunião externa. Fiquei tentando nem balançar a cabeça, com medo dos cabelos caírem no meu caminho, na mesa de reunião, na mesa do coffee break – já pensou o mico?! Eu parecia um robô! Re re re...
Voltei da reunião - o cabelo resistiu - e quando cheguei à Mútua, os “filhotes” quiseram ver se estava mesmo caindo tanto assim ou se eu estava exagerando. Não. Não era exagero e eles viram que tinha chegado a hora de “carecar”.
Helena e Carol foram comigo e a Luciana (ex-estagiária de JO e ex-filhota) nos encontraria lá. Levei a “Dilma” (a peruca que tinha comprado) pra colocar tão logo acabasse a “eliminação capilar”. As meninas gravaram e fotografaram todas as etapas, a meu pedido. Já estava imaginando utilizar as imagens no clipe de abertura do blog (tá lá, do jeitinho que idealizei: começando com a música pra lá de baixo astral da novela “Laços de família”, quando a personagem Camila, com leucemia, raspa a cabeça, e passando pra imagens alto astral, com a música do Bob Marley).
 
Foi tudo bem, sem choradeira, sofrimento ou trauma. Na verdade, nos divertimos com os ensaios de cortes, como moicano (do Neymar ou do Fafá, que trabalha com a gente) e “cascão a la Ronaldo Copa 2002”. Até pedi, apontando um outro cliente que havia acabado de raspar a cabeça: "Quero um corte bacana, igual ao dele!"


    
     Com Denilton, o "hair designer"
  Com a "filhota" Luciana



"Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor."

quarta-feira, 30 de março de 2011

Campanha na França: “Trouvez un remède avant que j'aie des seins”


Na camiseta:
"Encontre a cura antes que eu tenha seios".
Recebi a imagem da minha amiga de infância Cathy Courtois. Faz parte de um e-mail que tem circulado na França. Achei tão legal que coloquei na barra lateral do blog.
A mensagem diz que é le plus joli courriel anti-cancer qui soit en circulation”, ou seja, “o mais lindo e-mail anti-câncer que está em circulação”.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Esse povo da Acme é MUITO solidário!

Os “filhotes” definiram a “efeméride” do dia 23 de março: “Dia Internacional de Apoio ao Colaborador da Acme em Tratamento Quimioterápico” (FALA SÉRIO!) - Helena, Sara, Meg, Carol (de Justin Bieber), Rose e Hugo


Por causa da baixa imunidade decorrente da QT, uma máscara cai bem em ambientes mais aglomerados ou com ar condicionado (ambas situações que, aliás, devem ser evitadas). Por sugestão clínica, usei a máscara nos dez primeiros dias após a QT, garantindo mais proteção nas condições citadas.  Na base do “um por todos, todos por um”, os “mosqueteiros” da Acme passaram esse dia de máscara. Pura solidariedade... ou pura maluquice! De qualquer forma, “unidos venceremos”.
* Baixa imunidade não significa que quem estiver fazendo químio será indicado ao paredão.

CAUSO

E já que o assunto é união, preciso contar uma historinha que aconteceu com a “filhota” Helena. Tão logo eu descobri que o tumor era maligno, a Helena passou a sentir dores no seio (o esquerdo, claro). Todos os dias comentava que as dores não passavam. Chegou a ir ao cardiologista e fazer um monte de exames, achando que a dor pudesse ser ligada ao coração.

Até que criou coragem e pediu pra me acompanhar numa consulta com o dr. Farid, também seu médico há anos. Contou a ele sobre as dores. Ele a examinou e disse que estava tudo bem. E explicou que era muitíssimo comum que as mulheres da família, do trabalho ou da convivência da paciente com câncer de mama frequentemente apresentem dor no seio e imaginem estar também doentes. Depois da consulta, a Helena não sentiu mais nada!


"A vida é curta. Quebre as regras, perdoe rapidamente, beije lentamente, ame  verdadeiramente, ria sem controle. E nunca se arrependa de coisa alguma que te fez sorrir."

sexta-feira, 18 de março de 2011

Primeira químio: o bicho não tinha sete cabeças. Apenas quatro!

Mesmo sabendo que as sessões de quimioterapia não eram nenhum bicho de sete cabeças, pois já havia visitado as salas de aplicação e conversado lá com alguns pacientes, quando da minha primeira consulta com o oncologista, fui pra minha primeira sessão com o famoso pezinho atrás. Era mais uma novidade nessa minha nova experiência de vida. Pra me dar força, “importei” de Sampa minha mãe e a Natália, sobrinha companheira e alto astral.
Antes da QT e da consulta, foram checados peso e altura e medidas a pressão arterial e os batimentos cardíacos (procedimento que se repetiria em todas as sessões). Esses valores, aliados aos detalhados e criteriosos estudos feitos anteriormente pelo oncologista, definem a dosagem dos químicos a serem aplicados.
Depois disso, uma looonnnnga e ótima conversa com o dr. Anderson, que explicou mais um pouco sobre químio, seus efeitos, as precauções e outros cuidados durante o tratamento. Pra mim, naquele momento, era importantíssimo saber que remédios tomar contra possíveis efeitos colaterais. Sou muito enjoadinha e temia sofrer enjoos insuportáveis.
Receitinha básica do dr. Anderson: contra enjôo, Vonan; contra dores no corpo, Nimesulida; e pra tirar da boca o gosto de quem acabou de chupar moedas*, bochechos de seis em seis horas com bicarbonato de sódio (uma colher de chá pra cada copo d´água). Tudo muito simples. Na véspera, eu já tinha me preparado pros enjôos, também com orientação do dr. Anderson: Decadron duas vezes no dia.
* Descobri, conversando com meu amigo Luciano Kede, que esse gosto esdrúxulo de ferro, metal e moeda na boca se chama Azinhavre. Adorei a palavra. Já foi pra minha listinha!

Clínica Acreditar: o local pra aplicação é bem agradável




Como é a aplicação

 Confortavelmente instalada numa poltrona macia, começava o drama pra puncionar a veia. Picadinha aqui, picadinha ali e... ufa! Na terceira, a agulha venceu a briga contra minhas veias. A aplicação começa com soro, seguido do Allegra (antialérgico), Decadron e as drogas, propriamente ditas: Docetaxel (antineoplásico usado no tratamento de vários tipos de câncer, como no carcinoma da mama) e Genuxal (ciclofosfamida – também antineoplásico). O efeito do Allegra não tem nada que lembre o nome: me deu um sono insuportável, mal conseguia manter as pálpebras minimamente erguidas. Foram uns 20 minutos de sono profundo. Pra falar a verdade, um cochilo bem relaxante. Passado o efeito mais forte, só fiquei meio grogue. Por fim, soro pra “lavar” a veia. Tudo isso durou, aproximadamente, uma hora e 45 minutos.


Saímos da clínica, famintas, direto pro restaurante que serve um ótimo “supremo de frango”, o "Azeite de Oliva", pra alegria da d. Mafalda que adora esse prato, que passou a ser, também, o prato predileto da Natália. Depois disso: rumo ao aconchego do meu lar pra dormir, dormir, dormir... Ficaria os próximos três dias meio que de molho, quietinha, esperando que os efeitos mais fortes passassem, pra poder retomar a rotina, ainda que meia boca.

Ressaca anunciada: muita gente disse que eu teria uma ressaca pós QT, tipo “day after” de um pilequezinho básico. Ressaca sem nem mesmo um vinhozinho... que coisa sem graça

Com Natália e mamãe durante a aplicação: tudo muito light após a cochilada

Regis (o caçador de veias perdidas), Magna e Edvaldo



"Estou semeando céu para colher estrelas." Norton Contreras

quarta-feira, 9 de março de 2011

Falando em Doctor House...

O que a Cicciolina tem a ver com isso?

Absolutamente nada!
Ela apenas serviu de inspiração pro apelido dado pelos amadinhos da Acme ao “meu” cirurgião plástico, dr. Soares, que passou a ser conhecido, entre nós, como Doutor Cicciolino, responsável pelos novos peitos. Tipo: “Hoje o dr. Cicciolino vai averiguar meus peitos.” Simples assim. Contei pra ele, que deu muita risada.








* Cicciolina, pra quem não sabe, é uma ex-atriz pornô italiana, que virou política. Ficou mundialmente conhecida nos anos 80 pelos "peitões" nada discretos.

Todos os meus “Doctors Houses”

Médicos são, definitivamente, seres especiais. Acredito que eles passem por uma triagem divina antes de vestir um avental branco (verde ou azul), escrever no receituário, indicar um tratamento ou ter um bisturi à frente. Claro, me refiro aos médicos de verdade, principalmente aqueles com quem tive a chance e a sorte de me deparar nesse processo.

Competentes, atenciosos, carinhosos e me arrisco dizer: amigos. Parece que só o fato de estar com eles, ouvir sua voz em consulta, por telefone ou até por e-mail, sou tomada por uma tranquilidade interessante.

Sem contar a coisa possessiva que a gente assume, passando a ser “dona” dos médicos: “MEU” masto, “MEU” onco, “MEU” plástico, “MEU” ginéco, “MEU” cárdio... Isso poderia nos dar o direito de levá-los pra casa, né não?!
* Meeeenos, Meg. Beeeem menos.

Falando nisso, dizem que virei “Maria Estetoscópio” (uma adaptação de “Maria Gasolina” ou “Maria Chuteira”). Imagina! Só porque, ultimamante, não posso ver um avental branco que já tenho o ímpeto de mostrar "a cicatriz do peito"... re re re...
* Bem, a verdade é que tenho evitado passar em frente a açougues...

Mas voltando aos seres especiais... começo pelo dr. Farid Buitrago (mastologista/ginecologista), meu médico em Brasília antes mesmo disso tudo começar e que vem acompanhando cada uma das ações, desde a primeira mamografia. Ele fez as duas cirurgias e acompanha o tratamento.
Farid


Através dele, conheci o dr. Nataniel Soares (cirurgião plástico), cujo consultório é também na Ginorte. Ele se tornou uma pessoa próxima e querida que, extrapolando a área médica, sempre tem uma palavra e uma oração pra mim. Foi o responsável pela plástica (óbvio!).

Soares

Também por indicação do dr. Farid, cheguei ao Grupo Acreditar de oncologia (ex-CEON) e ao competentíssimo e querido dr. Anderson Silvestrini (também presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - chique, né?). Ele é “meu” oncologista e quem definiu o tratamento, além de me acompanhar e orientar em cada ação. Na Acreditar também conheci outros oncologistas especiais como os doutores Arturo Otaño, Lucianno H. dos Santos e Gustavo Ribas.

Anderson

Na área da medicina nuclear tive o prazer de encontrar no IMEB (Instituto de Medicina Nuclear de Brasília - clínica onde fiz muuuuiiitos exames) o dr. Renato Barra, um doce de pessoa e sempre atencioso e disponível. Faz questão de explicar detalhadamente todos os procedimentos e até liga pra detalhar os laudos. A boa vontade em pessoa. Além dele e de outros médicos, também muito competentes, o IMEB tem a sorte de contar com a delicada dra. Isabela Camargo Silvério, fundamental na minha tranquilidade e apoio antes da cirurgia do dia 5 de fevereiro.

Renato




Biscoito da sorte

... inclusive, de avental branco!