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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sex and the City 2: diagnóstico e revelação às amigas

Veja outros dois momentos de Samantha: quando o médico encontra o nódulo e quando ela conta o fato às suas amigas (quem passou por isso sabe o quanto é difícil).



"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade". - Confúcio

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Contar pros amigos é tão difícil quanto contar pra família

Foi bastante complicado contar o fato pras poucas pessoas que souberam do diagnóstico antes da publicação deste blog. Principalmente pra grandes amigas (como as da foto). Mais ainda, quando a notícia é dada às vésperas do Natal, numa confraternização super gostosa, como aconteceu na tradicional “ceia” de Natal antecipada com minhas “ALmigas-irmãs” Encarnacion, Izilda e Silvia.
Elas passaram por problemas semelhantes em família e sabiam como é difícil enfrentar a batalha. Mas especialmente elas tinham de saber. E, desde então, me deram A MAIOR FORÇA E APOIO DO MUNDO! Fizeram (e fazem) contatos permanentes, meio que em rodízio, nunca me deixando sem um abraço virtual ou presencial, sempre que possível. Sei que entre nós não é preciso agradecer nada, meninas. Também, se precisasse, eu não saberia como.

Irmandade de mais de 30 anos (que ninguém nos ouça e nem faça contas): Zizi, Meg, Silvia e Cacá


* Ressalto que também não me esqueço de outras pessoas queridas que me “socorreram” com telefonemas, torpedos e e-mails carinhosos - em breve relato esses carinhos todos.


Pra este post, duas frases:
 
"A amizade é um amor que nunca morre.” - Mário Quintana

 “Um amigo se faz rapidamente; já a amizade é um fruto que amadurece lentamente." - Aristóteles

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Viagem a Sampa: momento de dar a notícia

Passei o vôo todo ensaiando em pensamento como contaria o fato pra minha mãe. Primeiro, tinha de me controlar pra não começar a conversa por baixo. Mas também tinha de ser direta, pra evitar enrolações, o que poderia ser pior. Desci do avião, respirei fundo e liguei pra casa, pois minha irmã Beth, que mora numa cidade da Grande São Paulo, estaria na casa da minha mãe e iria me pegar no aeroporto. Entrei no carro e a Beth e minha mãe estavam super animadas com a festinha do dia seguinte, falando sobre como estava o salãozinho, a decoração, as comidinhas e docinhos que seriam servidos.

A Beth queria nos deixar na porta do prédio e ir embora. “NÃO!” - eu praticamente gritei, tentando convencê-la a subir. Claro, seria muito mais fácil falar pras duas de uma vez e contar com a presença dela no momento em que desse a notícia da biópsia pra minha mãe. Assim que entramos em casa, onde a Isa, minha sobrinha, nos esperava, elas perguntaram sobre o resultado. Ainda em pé, eu disse, tentando parecer a coisa mais natural do mundo: “Então, deu uma coisinha. Vou fazer uma cirurgia pra retirar um pedacinho do seio, perto de onde estava o nódulo já retirado e depois, radioterapia. Mas não é nada tão sério assim.” Como??? Mãe, irmã e sobrinha com cara de “O QUÊ?”. Bocas abertas e olhos arregalados. Queriam detalhes, porque não estavam entendendo ou acreditando no que eu dizia.

Foi um momento meio que de consternação. Mas eu tentei deixá-las tranquilas. Uma das primeiras perguntas da minha mãe foi: “Mas não vai precisar de quimioterapia, né?”. Curioso como a palavra “quimioterapia” pesa, assusta e como tem a mesma carga assustadora da palavra “câncer”...

Não, Mã! Só radioterapia, porque o nódulo só tinha um centímetro”, eu disse, tentando, também, me convencer de que seria isso mesmo. Ela ficou menos assustada porque, há cerca de três ou quatro anos, havia levado uma prima dela, a “tia” Elza, a todas as sessões de radioterapia e tinha presenciado que não era tão agressivo quanto a químio. Minha irmã e sobrinha foram embora e eu e minha mãe fomos “dormir”. Naquela noite ninguém dormiu.


"Por mais que a noite seja longa, o amanhecer chegará."