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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Santa solidariedade, Batman! Olha os filhotes aí, de novo!

E a criatividade dos filhotes da Acme não para, assim como a solidariedade e o apoio dessa galera! Desta vez, todos passaram o dia de lenço ou bandana, acompanhando meu novo visú.
Charmosos, heim?!



“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos ponto de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos." Bezerra de Menezes

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cabelo? Que cabelo? Ammm... é sobre ALOPÉCIA!

Foram exatos 15 dias após a primeira químio pro cabelo começar a cair. Bem, começar e terminar, porque não paguei pra ver. Paguei, sim, o cabeleireiro pra passar a máquina zero! Era primeiro de abril, mas os fatos relatados são absolutamente verdadeiros...
Todo mundo que tinha passado por isso ou que tinha acompanhado quem passou por isso dizia que era muito traumático ver o cabelo caindo ao longo de até cinco dias depois do começo da queda. Li e ouvi: “era cabelo espalhado por toda a casa, chão, travesseiro, box, mesa...”. Não queria e nem precisava passar por mais essa.
Quando completei 12 dias da sessão de QT, decidi cortar o cabelo bem curto, pra ir me preparando psicologicamente pra nova imagem. Aliás, adorei o corte! E avisei o cabeleireiro que voltaria em poucos dias pra “completar o serviço”.
Reloginho: na manhã do 15º dia, enquanto lavava o cabelo no banho, já percebi que seria “o dia D” (“Dia da Derrubada”). Estava bem preparada pra esse momento e ajudou o fato da minha amiga Beth Rodrigues estar hospedada em casa e dividir o fato comigo. Óbvio que ensaiei umas lágrimas, mas pensei: “É a minha cura e nada vai ficar no caminho; nem os cabelos”! Mas é impressionante como o cabelo sai aos montes! Cada vez que passava a mão, saia um “chumação”. Imediatamente, liguei pro Cabeleireiro e marquei hora pro final do dia. Só torcia pra que não caísse tudo à tarde, pois tinha uma reunião externa. Fiquei tentando nem balançar a cabeça, com medo dos cabelos caírem no meu caminho, na mesa de reunião, na mesa do coffee break – já pensou o mico?! Eu parecia um robô! Re re re...
Voltei da reunião - o cabelo resistiu - e quando cheguei à Mútua, os “filhotes” quiseram ver se estava mesmo caindo tanto assim ou se eu estava exagerando. Não. Não era exagero e eles viram que tinha chegado a hora de “carecar”.
Helena e Carol foram comigo e a Luciana (ex-estagiária de JO e ex-filhota) nos encontraria lá. Levei a “Dilma” (a peruca que tinha comprado) pra colocar tão logo acabasse a “eliminação capilar”. As meninas gravaram e fotografaram todas as etapas, a meu pedido. Já estava imaginando utilizar as imagens no clipe de abertura do blog (tá lá, do jeitinho que idealizei: começando com a música pra lá de baixo astral da novela “Laços de família”, quando a personagem Camila, com leucemia, raspa a cabeça, e passando pra imagens alto astral, com a música do Bob Marley).
 
Foi tudo bem, sem choradeira, sofrimento ou trauma. Na verdade, nos divertimos com os ensaios de cortes, como moicano (do Neymar ou do Fafá, que trabalha com a gente) e “cascão a la Ronaldo Copa 2002”. Até pedi, apontando um outro cliente que havia acabado de raspar a cabeça: "Quero um corte bacana, igual ao dele!"


    
     Com Denilton, o "hair designer"
  Com a "filhota" Luciana



"Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor."

quarta-feira, 23 de março de 2011

Esse povo da Acme é MUITO solidário!

Os “filhotes” definiram a “efeméride” do dia 23 de março: “Dia Internacional de Apoio ao Colaborador da Acme em Tratamento Quimioterápico” (FALA SÉRIO!) - Helena, Sara, Meg, Carol (de Justin Bieber), Rose e Hugo


Por causa da baixa imunidade decorrente da QT, uma máscara cai bem em ambientes mais aglomerados ou com ar condicionado (ambas situações que, aliás, devem ser evitadas). Por sugestão clínica, usei a máscara nos dez primeiros dias após a QT, garantindo mais proteção nas condições citadas.  Na base do “um por todos, todos por um”, os “mosqueteiros” da Acme passaram esse dia de máscara. Pura solidariedade... ou pura maluquice! De qualquer forma, “unidos venceremos”.
* Baixa imunidade não significa que quem estiver fazendo químio será indicado ao paredão.

CAUSO

E já que o assunto é união, preciso contar uma historinha que aconteceu com a “filhota” Helena. Tão logo eu descobri que o tumor era maligno, a Helena passou a sentir dores no seio (o esquerdo, claro). Todos os dias comentava que as dores não passavam. Chegou a ir ao cardiologista e fazer um monte de exames, achando que a dor pudesse ser ligada ao coração.

Até que criou coragem e pediu pra me acompanhar numa consulta com o dr. Farid, também seu médico há anos. Contou a ele sobre as dores. Ele a examinou e disse que estava tudo bem. E explicou que era muitíssimo comum que as mulheres da família, do trabalho ou da convivência da paciente com câncer de mama frequentemente apresentem dor no seio e imaginem estar também doentes. Depois da consulta, a Helena não sentiu mais nada!


"A vida é curta. Quebre as regras, perdoe rapidamente, beije lentamente, ame  verdadeiramente, ria sem controle. E nunca se arrependa de coisa alguma que te fez sorrir."

quinta-feira, 3 de março de 2011

“Um toque vale minha vida - A Mútua aposta na prevenção”


Continuação do post do dia 20/02...

Dia Internacional da Mulher
* Evento que promovemos na Mútua

Com o tema “Um toque vale minha vida - A Mútua aposta na prevenção”, estampado nas camisetas que foram entregues a cada colaboradora da Mútua, na entrada, começamos uma jornada de prevenção contra o câncer de mama, no dia 3 de março.
Todos - homens e mulheres -, também na entrada, receberam o botom com o laço rosa e passaram o dia com ele. A Mútua estava toda enfeitada com as bexigas (balões) rosas, especialmente o auditório.






O pessoal de TI da Mútua também participou da preparação, colocando em toda a rede de computadores da empresa a tela da campanha

Todas as palestras aconteceram no período da tarde, sendo que a primeira foi com o dr. Farid, seguido pelo meu depoimento, apresentação do dr. Renato e, finalmente, do dr. Anderson



Pudemos contar com o grupo Acreditar, que, além da palestra com o dr. Anderson e material orientativo sobre o assunto, cedeu alguns brindes para serem sorteados. Também o IMEB preparou um brinde especial para todas as participantes, com bombom, caneta, suporte de bolsa, lixa de unha e uma mensagem especial pelo Dia da Mulher.

Por sugestão do Cláudio Calheiros, diretor da Mútua, optamos por convidar, também, os colaboradores homens para as palestras, afinal, todos têm esposa ou mãe ou filha ou irmã ou amiga a quem retransmitir as informações e alertar sobre a importância do autoexame e da mamografia.

Foi o máximo! Me senti super bem por poder esclarecer e alertar as colegas e também os "meninos" (por tabela, as “mulheres das suas vidas”) sobre a relevância do tema. A sensação foi a mesma pelo grupo que esteve envolvido. Voltei pra São Paulo, pra terminar minha recuperação, com o sentimento do dever cumprido.

O mastologista Farid Buitrago, da Clínica Ginorte, em sua palestra: consultar um médico ao primeiro sinal de alteração nos seios

Quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e outros tratamentos contra o câncer de mama: o tema da apresentação do oncologista Anderson Silvestrini, do Grupo Acreditar








Renato Barra, médico nuclear do IMEB, explicou como a medicina nuclear ajuda a detectar o câncer de mama e falou sobre outros exames preventivos
A delicada e carinhosa mensagem do IMEB com alguns brindes
(o bombom não aparece por razões óbvias: eu comi!)

Em meu depoimento, um breve relato das experiências vividas até aquele momento e como foi importante detectar o câncer no início, graças a exames de rotina


Praticamente todas as meninas da Mútua vestiram a camisa da campanha (eu não vesti - literalmente - porque ainda estava com alguns pontos e com os movimentos meio comprometidos pela recente cirurgia)













Judite e Janete atentas às palestras






O superintendente da Mútua, Daniel Badauê Passos, entrega certificado e material institucional da Mútua ao médico Renato Barra

Os diretores Cláudio Calheiros e Geraldo Sena agradecem a palestra e entregam certificado de participação ao médico Farid Buitrago























Matéria publicada no site do IMEB

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Workaholich: evento na Mútua sobre prevenção do câncer de mama

Todas as datas especiais, como Dia das Mães, dos Pais e Páscoa, entre outras, são marcadas na Mútua por atividades que nós, da Assessoria de Comunicação, Marketing e Eventos (Acme), desenvolvemos pra homenagear os colaboradores. No início de fevereiro, pouco antes da minha cirurgia, começamos a pensar de que forma homenagearíamos as mulheres no Dia Internacional da Mulher (8 de março).
Paralelamente, já tinha pensado em como poderia utilizar a experiência que estava vivenciando pra conscientizar mais mulheres sobre a importância do exame de rotina na prevenção do câncer de mama. De repente, um insight: por que não tratar do tema com as mulheres da Mútua no Dia da Mulher? Nada mais apropriado. Aí tive a idéia de convidar o dr. Farid, meu mastrologista, pra dar uma palestra sobre o assunto.
Conversei com os “filhotes” da Acme e a idéia foi ganhando corpo. Por que não chamar, também, o dr. Anderson, meu oncologista? E, quem sabe, o dr. Renato, médico nuclear do Imeb, pra falar de exames e, mais ainda, eu mesma pra dar um depoimento sobre a experiência? E as idéias iam efervescendo: “vamos fazer camiseta cor-de-rosa pra ser usada no dia e criar uma campanha interna?”. Adorei a ideia do pessoal!
Depois de tudo aprovado pela Diretoria da Mútua, o Hugo e a Carol bolaram o tema, a logomarca e o design da camiseta, enquanto a Rose, Helena, Sara e Juliana desenvolviam folder, textos, ofícios convidando os médicos e as providências pra operacionalização do evento e da campanha. Todos os três médicos convidados toparam na hora!

Eu estava de licença pós-operatória, mas em Brasília, pra acompanhamento médico. A Beth e eu fizemos botons com lacinhos cor-de-rosa - símbolo internacional da campanha de prevenção contra o câncer de mama -, que seriam colocados “no peito” (ou “lapela”, como queiram) do pessoal da Mútua. Achamos bexigas rosas, daquelas compridinhas, que poderiam ser amarradas na forma de laço e decorariam a Mútua. Meio à distância, primeiro em Brasília, depois em Sampa, eu coordenava as ações.
Tudo pronto pro evento, que seria antecipado pro dia 3 de março, pois dia 8 cairia no Carnaval. Interrompi minha licença - já estava me recuperando em Sampa - e segui pra Brasília, só pra dar o meu depoimento e participar do evento.

Continua... no dia 03/03/11

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

“Filhotes” - o apoio incondicional


Falando em família, faço uma pausa na explicação dos procedimentos médicos e expectativas de resultados da biópsia pra deixar registrado o meu ETERNO AGRADECIMENTO pra família postiça que ganhei de Deus e que, nos últimos meses, tem sido um alicerce pra mim, já que a família original, que inclui grandes amigos e amigas, está em Sampa.
São meus “filhotes luxentos”, a equipe da Assessoria de Comunicação, Marketing e Eventos da Mútua (Acme), com quem trabalho há mais de dois anos, que não me deixou nem um dia sequer sem apoio, contato, carinho, atenção, colo. TODOS OS DIAS eles estiveram comigo, de alguma forma, desde o início desse processo. São filhotes porque me chamam de "Mami". São luxentos... ora, porque sim! re re re...

     
Faço questão de nominar um a um (por ordem alfabética, pra evitar ciumeira... re re re): Carol, Helena, Hugo, Rose, Sara e, mais recentemente, Juliana. Vocês foram (continuam sendo) bênçãos, num momento muito delicado. Deus os abençoe!








Muito chique a cesta de café da manhã que recebi dos filhotes após a cirurgia do dia 6 de novembro;  e a cartinha... de chorar!
  
 
 
"O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas." - Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cheguei em casa e abri a geladeira pra pensar

Era hora do almoço. Cheguei em casa ainda desnorteada, pra pegar a mala pois, naquela noite, iria pra Sampa. No dia seguinte era a festinha de dez anos do meu sobrinho Angelo, que seria no salão do prédio da minha mãe.

Não sabia se pegava a mala, se chorava, se abria a geladeira pra pensar. Aí, tive o insight de ligar pra minha amiga Miriam, em São Paulo, que havia passado pela mesma situação anos atrás e que, certamente, entenderia como eu estava e teria alguma coisa boa pra dizer. Quando comecei a falar com ela, mesmo ouvindo as palavras certas, no tom certo e confiando na sua experiência de superação, mal conseguia falar. Um nó - daqueles bem enroladinhos - amarrava a minha garganta. Depois de alguns minutos de prosa, ela conseguiu me deixar mais tranquila.

Um pouquinho depois, toca a campainha de casa: Carol (“filhota” da Acme). Ela não quis me deixar sozinha, depois do doce torpedinho. Pegamos a mala e fomos pra Mútua - eu sairia de lá no fim do dia diretamente pro aeroporto.

Cheguei na Mútua e quando entrei na Acme foi uma choradeira contida. Nem eu nem o pessoal sabíamos se era pra chorar, abraçar, falar alguma coisa ou simplesmente trabalhar, como se nada tivesse acontecido. Foi esse clima até o final do dia, quando segui pro aeroporto.


“Existem tantas noites como dias e cada uma dura o mesmo que o dia que vem depois. Até a vida mais feliz não pode ser medida sem alguns momentos de escuridão; e a palavra ‘feliz’ perderia o sentido se não estivesse equilibrada pela tristeza.” - Carl Jung

Tá! E agora?

Ele foi super delicado ao explicar tudo, dizendo, inclusive, que era muita informação pra assimilar e que nós ainda conversaríamos muito e que ele teria todo o tempo pra mim, pra qualquer dúvida que eu tivesse, naquela hora ou depois. Otimista, sem deixar de demonstrar preocupação com o diagnóstico, disse que faríamos a cirurgia no seio esquerdo, mais exatamente: quadrantectomia (retirada de um quarto da mama), mamoplastia (redução), implantação de prótese (silicone) e biópsia de linfonodo sentinela. Enquanto falava, desenhava tudo - será que é porque sou loira? 


Bom, ele disse que seriam feitas, também, mamoplastia e implantação de prótese no seio direito (que não tinha nódulo), pra simetrização. Indicou o cirurgião plástico de sua própria clínica pra cirurgia de ambos os seios. Explicou que dependendo principalmente do resultado do “sentinela”, eu teria ou não de fazer esvaziamento da axila e quimioterapia. Mas adiantou que eu não escaparia da radioterapia.

O dr. Farid disse ainda que seria importante levar em conta que o tipo de câncer diagnosticado tinha um ótimo prognóstico de cura, desde que com tratamento e acompanhamento corretos. Eu tentava digerir tudo isso e ele ia imprimindo um montão de solicitações de exames e outros encaminhamentos. Eu faria os exames no mês de dezembro e marcaríamos a cirurgia no início de janeiro.

Ao sair do consultório ele me deu um abraço. Saí meio desnorteada, entrei no carro, chorei pra burro e, quando os olhos ficaram menos encharcados e eu consegui ver alguma coisa, mandei um torpedo pro pessoal da Acme (Assessoria de Comunicação, Marketing e Eventos da Mútua - meus “filhotes”), que tinha ligado trocentas vezes pra saber sobre a consulta. Escrevi duas singelas e delicadas palavrinhas básicas: “deu merda!”. Simples assim.

"Minha mãe sempre me dizia que a vida é como uma caixa de bombons, nunca se sabe o que vai encontrar" - Forest Gump (personagem do filme que leva o mesmo nome)