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terça-feira, 4 de outubro de 2011

“Cornoscopia”: termo não existente na medicina, mas é a retirada de “chifrinhos”

As constantes visitinhas para reforçar as marcas não foram o meu único passatempo médico no período. E, por favor, não pensem que virei hipocondríaca. De jeito nenhum! Nunca fui, nem nunca vou ser. Mas estou escrevendo aqui um “diário de bordo”, certo?
Enfim, aproveitei que estava em S. Paulo pra extrair (pela enésima vez na vida) mais um pequeno “cisco sebáceo” do couro cabeludo. Trata-se de um procedimento simples e rápido, conhecido como “exerese” (meus amigos chamam o procedimento, há anos - pois sempre pintam alguns desses “chifrinhos” -, de “cornoscopia”). Pra isso, procurei o médico vascular que já havia extraído muitos “chifrinhos” meus, o dr. Fábio Wajman.
O procedimento é feito no próprio consultório, com uma leve anestesia local e nem pontos são necessários. Em poucos minutinhos, eliminei o “corninho”! Dr. Fabio, como sempre, atencioso e bom de prosa. Fico mais tempo no consultório conversando com ele do que “cornoscopando”... re re re...

Dr. Fábio, qual Esfinge: só ele me "deschifra"! (hummm... forcei, né?!)

 

"A humanidade precisa tanto de histórias, quanto de pão." - Walter Benjamin


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

“Câncer? Não. Sou de aquário”

Este é o título do livro que Verônica Maria de Almeida lançou no dia 3 de agosto, em Brasília, que conta a sua batalha contra o câncer de mama, o que ela chama de "processo de cura".

O livro teve patrocínio do Grupo Acreditar, clínica onde faço meu tratamento, e foi dedicado ao dr. Arturo Otaño, que também cuidou de mim.

A autora divide com os leitores seus bons e maus momentos, as limitações e as superações. Pode ser adquirido no site: www.thesaurus.com.br.

Fica a dica!






"Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas; mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros; mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça."  Cora Coralina

sábado, 16 de abril de 2011

Eu, leucopênica. E viva o Granulokine!

Parece nome de filme, né não? “Eu, Leucopênica: a queda do império dos glóbulos brancos” - em breve, num cinema perto de você!

Devidamente internada, lá vêm as picadinhas: outros exames, soro, antibiótico... e as veias (da mão e braço direito) insistindo em não cooperar. A equipe de enfermagem teve até de pedir socorro pra Tereza, da UTI pediátrica, mais acostumada às veias “estreitinhas”, que finalmente conseguiu puncionar uma delas.
Ganhei até desenhinho da Teresa, no esparadrapo!


O antibiótico ajudou, mas quem colocou ordem na casa (no caso, meu corpinho), foi o milagroso Granulokine, medicamento à base de uma tal “filgrastima”, cujo precinho  módico é de mais ou menos R$ 400, a seringa! O convênio aprovou e os leucócitos terminaram a greve (bom, com esse valor, não haveria greve nem de professor).
Graças a isso, consegui ter alta a tempo de pegar o voo (u-hú!). Vale destacar a atenção do dr. Gustavo Ribas (que me deu alta) e do dr. Luciano dos Santos (ambos oncologistas do Grupo Acreditar). A pedido do dr. Anderson, “meu oncologista oficial”, e do dr. Arturo, que acompanhou a internação (ambos da Acreditar), Gustavo e Luciano foram presença constante no hospital durante minha internação e orientaram todos os procedimentos. Registro, ainda, as duas visitas do dr. Nataniel Soares, “meu” cirurgião plástico, que quis acompanhar de perto a evolução do quadro, principalmente no que dizia respeito à abertura do corte no peito esquerdo.
Passaram no hospital a Ana Carolina e a Lourdes, da Mútua.

MSN em ação: bate papo pra tranquilizar a Natália, diretamente do hospital


Airma que, além de me cuidar como enfermeira, teve até que acalmar a Mafaldinha pelo telefone, explicando que a internação não era o fim do mundo. Ela também teve CA de mama e trocamos muitas experiências...



Biscoito da sorte
Mas contra os glóbulos brancos, a gente vence todas!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Falando em Doctor House...

O que a Cicciolina tem a ver com isso?

Absolutamente nada!
Ela apenas serviu de inspiração pro apelido dado pelos amadinhos da Acme ao “meu” cirurgião plástico, dr. Soares, que passou a ser conhecido, entre nós, como Doutor Cicciolino, responsável pelos novos peitos. Tipo: “Hoje o dr. Cicciolino vai averiguar meus peitos.” Simples assim. Contei pra ele, que deu muita risada.








* Cicciolina, pra quem não sabe, é uma ex-atriz pornô italiana, que virou política. Ficou mundialmente conhecida nos anos 80 pelos "peitões" nada discretos.

Todos os meus “Doctors Houses”

Médicos são, definitivamente, seres especiais. Acredito que eles passem por uma triagem divina antes de vestir um avental branco (verde ou azul), escrever no receituário, indicar um tratamento ou ter um bisturi à frente. Claro, me refiro aos médicos de verdade, principalmente aqueles com quem tive a chance e a sorte de me deparar nesse processo.

Competentes, atenciosos, carinhosos e me arrisco dizer: amigos. Parece que só o fato de estar com eles, ouvir sua voz em consulta, por telefone ou até por e-mail, sou tomada por uma tranquilidade interessante.

Sem contar a coisa possessiva que a gente assume, passando a ser “dona” dos médicos: “MEU” masto, “MEU” onco, “MEU” plástico, “MEU” ginéco, “MEU” cárdio... Isso poderia nos dar o direito de levá-los pra casa, né não?!
* Meeeenos, Meg. Beeeem menos.

Falando nisso, dizem que virei “Maria Estetoscópio” (uma adaptação de “Maria Gasolina” ou “Maria Chuteira”). Imagina! Só porque, ultimamante, não posso ver um avental branco que já tenho o ímpeto de mostrar "a cicatriz do peito"... re re re...
* Bem, a verdade é que tenho evitado passar em frente a açougues...

Mas voltando aos seres especiais... começo pelo dr. Farid Buitrago (mastologista/ginecologista), meu médico em Brasília antes mesmo disso tudo começar e que vem acompanhando cada uma das ações, desde a primeira mamografia. Ele fez as duas cirurgias e acompanha o tratamento.
Farid


Através dele, conheci o dr. Nataniel Soares (cirurgião plástico), cujo consultório é também na Ginorte. Ele se tornou uma pessoa próxima e querida que, extrapolando a área médica, sempre tem uma palavra e uma oração pra mim. Foi o responsável pela plástica (óbvio!).

Soares

Também por indicação do dr. Farid, cheguei ao Grupo Acreditar de oncologia (ex-CEON) e ao competentíssimo e querido dr. Anderson Silvestrini (também presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - chique, né?). Ele é “meu” oncologista e quem definiu o tratamento, além de me acompanhar e orientar em cada ação. Na Acreditar também conheci outros oncologistas especiais como os doutores Arturo Otaño, Lucianno H. dos Santos e Gustavo Ribas.

Anderson

Na área da medicina nuclear tive o prazer de encontrar no IMEB (Instituto de Medicina Nuclear de Brasília - clínica onde fiz muuuuiiitos exames) o dr. Renato Barra, um doce de pessoa e sempre atencioso e disponível. Faz questão de explicar detalhadamente todos os procedimentos e até liga pra detalhar os laudos. A boa vontade em pessoa. Além dele e de outros médicos, também muito competentes, o IMEB tem a sorte de contar com a delicada dra. Isabela Camargo Silvério, fundamental na minha tranquilidade e apoio antes da cirurgia do dia 5 de fevereiro.

Renato




Biscoito da sorte

... inclusive, de avental branco!