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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

“Câncer? Não. Sou de aquário”

Este é o título do livro que Verônica Maria de Almeida lançou no dia 3 de agosto, em Brasília, que conta a sua batalha contra o câncer de mama, o que ela chama de "processo de cura".

O livro teve patrocínio do Grupo Acreditar, clínica onde faço meu tratamento, e foi dedicado ao dr. Arturo Otaño, que também cuidou de mim.

A autora divide com os leitores seus bons e maus momentos, as limitações e as superações. Pode ser adquirido no site: www.thesaurus.com.br.

Fica a dica!






"Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas; mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros; mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça."  Cora Coralina

sábado, 16 de abril de 2011

Eu, leucopênica. E viva o Granulokine!

Parece nome de filme, né não? “Eu, Leucopênica: a queda do império dos glóbulos brancos” - em breve, num cinema perto de você!

Devidamente internada, lá vêm as picadinhas: outros exames, soro, antibiótico... e as veias (da mão e braço direito) insistindo em não cooperar. A equipe de enfermagem teve até de pedir socorro pra Tereza, da UTI pediátrica, mais acostumada às veias “estreitinhas”, que finalmente conseguiu puncionar uma delas.
Ganhei até desenhinho da Teresa, no esparadrapo!


O antibiótico ajudou, mas quem colocou ordem na casa (no caso, meu corpinho), foi o milagroso Granulokine, medicamento à base de uma tal “filgrastima”, cujo precinho  módico é de mais ou menos R$ 400, a seringa! O convênio aprovou e os leucócitos terminaram a greve (bom, com esse valor, não haveria greve nem de professor).
Graças a isso, consegui ter alta a tempo de pegar o voo (u-hú!). Vale destacar a atenção do dr. Gustavo Ribas (que me deu alta) e do dr. Luciano dos Santos (ambos oncologistas do Grupo Acreditar). A pedido do dr. Anderson, “meu oncologista oficial”, e do dr. Arturo, que acompanhou a internação (ambos da Acreditar), Gustavo e Luciano foram presença constante no hospital durante minha internação e orientaram todos os procedimentos. Registro, ainda, as duas visitas do dr. Nataniel Soares, “meu” cirurgião plástico, que quis acompanhar de perto a evolução do quadro, principalmente no que dizia respeito à abertura do corte no peito esquerdo.
Passaram no hospital a Ana Carolina e a Lourdes, da Mútua.

MSN em ação: bate papo pra tranquilizar a Natália, diretamente do hospital


Airma que, além de me cuidar como enfermeira, teve até que acalmar a Mafaldinha pelo telefone, explicando que a internação não era o fim do mundo. Ela também teve CA de mama e trocamos muitas experiências...



Biscoito da sorte
Mas contra os glóbulos brancos, a gente vence todas!

Febrão de 39º e internação

Na sexta à noite, 15 de abril, voltei a ficar meio derrubadinha e a febre começou a subir: 37,7 graus, o limite pra ligar pro médico. Depois de um “banhão”, fiquei melhorzinha e com a esperança de que a febre iria baixar nas horas seguintes. E baixou: amanheci com “os termômetros registrando” 37 graus (não é plágio de previsão do tempo, mas é que utilizei dois termômetros mesmo, pra garantir).
Porém... lá pela uma da tarde, medi a temperatura e levei um susto: 39 graus! Liguei na mesma hora pro dr. Arturo, que me orientou a correr pro pronto socorro e me ligar de lá quando fosse atendida, já ao lado do médico, pra saber sobre o quadro e orientar a condução das ações.
A Beth, que ainda estava em Brasília, me levou ao pronto socorro, que é bem perto de casa. Fui atendida imediatamente por uma médica super atenciosa e competente. Mais uma picadinha pra exames de sangue. Quando ficaram prontos, o resultado que já era esperado: leucopenia, ou seja, enorme queda de leucócitos (que também atendem pela alcunha de “glóbulos brancos”). Podia ser alguma infecção escondidinha ou reação da própria químio. Mas tudo indicava que se tratava de infecção proveniente da demorada cicatrização de parte do corte na mama esquerda – cirurgia de 5 de fevereiro.


“Lembre-se da sabedoria da água: ela nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna."

sexta-feira, 8 de abril de 2011

QT nº 2

Roteiro da véspera: Laboratório Sabin, picadinha(s) e espera pelo resultado dos exames de sangue. Final de tarde: quantidade de plaquetas ok, outros indicadores ok. Mas leucócitos em quantidade muito maior do que deveria. Uéééé... Liguei pro dr. Anderson e pro dr. Arturo, que acompanharia a químio no dia seguinte. Ambos me tranquilizaram, explicando que era efeito do Decadron - remédio receitado pra evitar o enjoo da QT. Deveria ser tomado na véspera da químio (2), noite da químio (1) e no dia seguinte (2). A tontinha aqui tomou o remédio ANTES do exame de sangue. Zeeeeeebra!
Vamos à aplicação!
A segunda sessão de químio foi tranquila quanto à aplicação, assim como a primeira. Óbvio, a mesma batalha pra achar uma veinha boa na mão/braço direito, picadinhas pra lá e pra cá. Sonolência depois do Alegra, cochilo de 15 minutinhos, mais aplicação, agora dos químios, propriamente ditos, e... pronto! Menos uma QT!
Saímos de lá direto pro restaurante. A ideia era, de novo, encarar um supremo de frango. Depois disso, SONO, MUUUUIIIITO SONO.
Incrível como esse tratamento cansa. Eu nem imaginava o quanto. Dá uma moleeeeza...

Beth, a força "importada" pra 2ª QT

 
Dr. Arturo, que acompanhou a segunda QT (o dr. Anderson, “meu personal oncologist”, estava numa palestra, em BH)


 
Régis (“o Caçador de veias perdidas”), Fátima, Santusa (que espera a chegada das gêmeas) e Val
* O Hugo disse que pareço uma "mãe de santo" nesta foto. E não é que pareço mesmo?! re re re...