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terça-feira, 25 de outubro de 2011

IMEB Rosa

Semana passada tive de fazer ressonância magnética do ombro direito. Nada a ver com o CA, apenas desgaste decorrente dos meus “25 aninhos” (ou seria pelo excesso de academia??? re re re...). Mas depois conto detalhes. Marquei o exame no IMEB da Asa Norte, onde também funciona o IMEB MULHER. A unidade está linda, com várias referências ao Outubro Rosa. A iniciativa foi do médico nuclear do Instituto (e meu amigo), Renato Barra, que já concedeu entrevista para o Mama Mia - confira aqui.

No painel de entrada, a exemplo do que aconteceu em monumentos de todo o mundo, o destaque é a iluminação rosa. O Anderson mostra, também, a camiseta usada neste mês por toda a equipe do IMEB



As colaboradoras do IMEB também estão com laços cor de rosa, como a Kezia e a fofa da Cinthya


Folders e banners explicam o Outubro Rosa e dão outras dicas de prevenção contra o câncer de mama

A Luciana coloca o laço rosa na paciente Fernanda Tavares, assim como é feito com todas as pacientes que passam no Instituto, neste mês de outubro, para realizar ou retirar exames

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PASSEANDO PELA CAPITAL FEDERAL
No embalo do Outubro Rosa, flagrei, no domingo, laços cor de rosa na base da Torre de TV, um dos pontos turísticos de Brasília



"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É tempo de travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado sempre à margem de nós mesmos." - Fernando Pessoa

terça-feira, 26 de abril de 2011

É só uma radiaçãozinha!

Meu nome é Meg, mas pode me chamar de Angra 1, Angra 2, Chernobyl (agora ChernÓbyl - depois de 25 anos)...
Caraca, quanta radiação! Em doses homeopáticas, é verdade. Mas através de outras tantas “picadinhas” acho que fiquei meio “Fukushima” durante um tempo. Pensei até em tatuar a imagem abaixo...

Desisti, é claro, com medo de virar ícone de passeata anti-nuclear.
Mas não pude abrir mão dos exames radioativos,  todos feitos nas várias unidades do IMEB. Aliás, devo registrar o atendimento 100% em todos os níveis e fases, desde a marcação até os resultados, passando pelos exames propriamente ditos.
Tudo isso me levou a ser assídua frequentadora de salas e banheiros exclusivos, cheinhos de radiação, como eu.
Antes ser uma paciente injetada do que rejeitada...

Ninguém precisa mais manter distância, ok? Não corro o risco de explodir.
* Que Dona Redonda, o quê?! Não estou falando dos quilos que ganhei nos últimos meses; estou falando de meus sentimentos internos de "síndrome da bombinha nuclear"...



“Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez”.

quinta-feira, 3 de março de 2011

“Um toque vale minha vida - A Mútua aposta na prevenção”


Continuação do post do dia 20/02...

Dia Internacional da Mulher
* Evento que promovemos na Mútua

Com o tema “Um toque vale minha vida - A Mútua aposta na prevenção”, estampado nas camisetas que foram entregues a cada colaboradora da Mútua, na entrada, começamos uma jornada de prevenção contra o câncer de mama, no dia 3 de março.
Todos - homens e mulheres -, também na entrada, receberam o botom com o laço rosa e passaram o dia com ele. A Mútua estava toda enfeitada com as bexigas (balões) rosas, especialmente o auditório.






O pessoal de TI da Mútua também participou da preparação, colocando em toda a rede de computadores da empresa a tela da campanha

Todas as palestras aconteceram no período da tarde, sendo que a primeira foi com o dr. Farid, seguido pelo meu depoimento, apresentação do dr. Renato e, finalmente, do dr. Anderson



Pudemos contar com o grupo Acreditar, que, além da palestra com o dr. Anderson e material orientativo sobre o assunto, cedeu alguns brindes para serem sorteados. Também o IMEB preparou um brinde especial para todas as participantes, com bombom, caneta, suporte de bolsa, lixa de unha e uma mensagem especial pelo Dia da Mulher.

Por sugestão do Cláudio Calheiros, diretor da Mútua, optamos por convidar, também, os colaboradores homens para as palestras, afinal, todos têm esposa ou mãe ou filha ou irmã ou amiga a quem retransmitir as informações e alertar sobre a importância do autoexame e da mamografia.

Foi o máximo! Me senti super bem por poder esclarecer e alertar as colegas e também os "meninos" (por tabela, as “mulheres das suas vidas”) sobre a relevância do tema. A sensação foi a mesma pelo grupo que esteve envolvido. Voltei pra São Paulo, pra terminar minha recuperação, com o sentimento do dever cumprido.

O mastologista Farid Buitrago, da Clínica Ginorte, em sua palestra: consultar um médico ao primeiro sinal de alteração nos seios

Quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e outros tratamentos contra o câncer de mama: o tema da apresentação do oncologista Anderson Silvestrini, do Grupo Acreditar








Renato Barra, médico nuclear do IMEB, explicou como a medicina nuclear ajuda a detectar o câncer de mama e falou sobre outros exames preventivos
A delicada e carinhosa mensagem do IMEB com alguns brindes
(o bombom não aparece por razões óbvias: eu comi!)

Em meu depoimento, um breve relato das experiências vividas até aquele momento e como foi importante detectar o câncer no início, graças a exames de rotina


Praticamente todas as meninas da Mútua vestiram a camisa da campanha (eu não vesti - literalmente - porque ainda estava com alguns pontos e com os movimentos meio comprometidos pela recente cirurgia)













Judite e Janete atentas às palestras






O superintendente da Mútua, Daniel Badauê Passos, entrega certificado e material institucional da Mútua ao médico Renato Barra

Os diretores Cláudio Calheiros e Geraldo Sena agradecem a palestra e entregam certificado de participação ao médico Farid Buitrago























Matéria publicada no site do IMEB

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Biópsia do linfonodo sentinela

A ressecção do LS foi uma cirurgia que fiz paralelamente à quadrantectomia, mamoplastia, colocação de prótese e simetrização, ou seja, foi intra-operatória (callllma! isso tá explicado em outros posts – pelo menos eu acho que sim). Tudo foi realizado como se fosse uma grande cirurgia, englobando esses vários procedimentos. Só não sei exatamente qual a sequência - claro, eu estava anestesiada.
O principal objetivo da biópsia do LS é conservar a axila, evitar o seu esvaziamento. A cirurgia radioguiada possibilita a combinação das técnicas ROLL (Radioguided Occult Lesion Localization) pra marcação de lesões não-palpáveis, com a biópsia simultânea de LS. Parece complicado e técnico demais, né? Mas é simples... pros médicos! O procedimento, aliás, depende da colaboração e interação da medicina nuclear, equipe cirúrgica e patologistas.
Muito bem, após a ressecção (corte/retirada), o linfonodo passa por exames citológico e histopatológico. Isso, óbvio, se houver disponibilidade de equipamento, o que NÃO HOUVE no meu caso, por problemas técnicos. Portanto, a biópsia do sentinela foi feita só depois e o resultado conhecido após cerca de uma semana após a cirurgia. Conto depois essa parte.
Apenas pra concluir a história da delicada “injeçãozinha subareolar” do post anterior...
Quem disser que “é só uma picadinha”, quando falar desse procedimento inicial, vai arder no mármore do inferno, pela mentira deslavada! Re re re... (risada nervosa, só de lembrar).

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Exames, exames, exames...

O mês de dezembro foi especialmente dedicado a uma “centena” de exames, principalmente pra verificar se havia metástase à distância nos órgãos mais frequentemente afetados, quando o câncer primário é o de mama, como ossos, pulmões e fígado. Exames e consultas com outros especialistas também foram pedidos.

Um dos exames que fiz foi a cintilografia óssea, com medicina nuclear. Pra mim foi um exame tranquilo, a não ser pelos nove copos d´água que tive de tomar enquanto o líquido radioativo injetado na minha veia invadia cada um dos meus ossinhos. Fiquei umas duas horas zanzando pelo centro clínico onde fica o IMEB Asa Sul - um verdadeiro shopping de hipocondríaco, com trocentos consultórios, farmácias, lojinhas para doentinhos em geral e de qualquer patologia e muitos, muuuuitos pacientes pra lá e pra cá.

 
Equipamento pra cintolografia

No exame o corpo todo, “frente e verso”, é analisado por uma máquina, com a pessoa deitada e completamente imóvel. Essa parte dura uns 20 minutos.
A curiosidade desse exame pra nós, leigos e mortais, é a impressão do resultado, como “quase” se vê abaixo. “Quase” porque eu meio que apaguei os “contornos” e a imagem tá bem ruizinha. Gente, é muito esquisito ver os ossos cercados pelo seu “corpinho” - especialmente quando o corpinho é mais... “cheinho”. A impressão que tive quando vi a imagem foi algo como aquelas roupas usadas no cinema, pra fazer a pessoa parecer gorda, ou alguém (os ossos) numa roupa inflada de astronauta. Meio ridícula a imagem, eu diria.

Esta sou eu, anterior e posterior (não confundir com “antes e depois”); notaram o meu sorriso amarelo?

Além desse, fiz Raios X de tórax, cabeça e ecografia de abdome. Após consulta com o cardiologista, pra liberação pra cirurgia, outra série de exames foi pedida: ecocardiografia, eletro, eco de tireóide, carótidas, sangue (inúmeros, inclusive, pré-cirúrgicos), Holter (que eu não fiz até agora) e encaminhamento pra nutricionista (fui na primeira consulta e ela está me esperando até agora pro retorno). 



“A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo”.