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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Supremo

Como se tornou um “clássico pós-QT”, não poderia faltar o bom e velho supremo de frango. Desta vez, tipo “drive thru”, pois a tal fadiga oncológica estava adiantada e o sono não permitiria almoçar no restaurante - certamente, eu cairia de boca no prato... de boca, nariz, bochecha...
Hummm... almocinho gostoso pra comemorar o fim da químio e... queda livre nos braços aconchegantes de Morpheu!

A curiosidade dessa última sessão foi que eu estava bem rigorosa quanto à alimentação, cuidados com alimentos, higiene em geral e evitando qualquer coisa que afetasse o orgulho dos leucócitos, já que minha imunidade voltaria a ficar baixa. Desde o susto com a internação, depois da 2ª QT, meu carinho e xodó com os glóbulos brancos tinha redobrado.
Então, como obedeço a Lei de Murphy, acabei usando, sem querer, a escova de dentes da Natália, parecida com a minha. Credo! Tanta frescura nos cuidados e eu dou uma dessa... Ainda bem que ela é “limpinha”... re re re... Nada de comprometimento com a imunidade.
Família que come supremo unida, permanece... gordinha!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Em Sampa, comidinha caprichada

Beth e eu chegamos em Sampa com uma recepção VIP e gastronômica da dona Mafalda, a mãezona. Uma mesa hiper saudável, com reforço alimentar de sopinha de feijão, tomate sem casca, beterraba, brócolis, carne e outras coisinhas pros leucócitos voltarem definitivamente à ativa.
Sim, também havia guloseimas, que ninguém é de ferro (como o feijão, a beterraba, o brócolis e as carnes... re re re...).

 


sábado, 16 de abril de 2011

Eu, leucopênica. E viva o Granulokine!

Parece nome de filme, né não? “Eu, Leucopênica: a queda do império dos glóbulos brancos” - em breve, num cinema perto de você!

Devidamente internada, lá vêm as picadinhas: outros exames, soro, antibiótico... e as veias (da mão e braço direito) insistindo em não cooperar. A equipe de enfermagem teve até de pedir socorro pra Tereza, da UTI pediátrica, mais acostumada às veias “estreitinhas”, que finalmente conseguiu puncionar uma delas.
Ganhei até desenhinho da Teresa, no esparadrapo!


O antibiótico ajudou, mas quem colocou ordem na casa (no caso, meu corpinho), foi o milagroso Granulokine, medicamento à base de uma tal “filgrastima”, cujo precinho  módico é de mais ou menos R$ 400, a seringa! O convênio aprovou e os leucócitos terminaram a greve (bom, com esse valor, não haveria greve nem de professor).
Graças a isso, consegui ter alta a tempo de pegar o voo (u-hú!). Vale destacar a atenção do dr. Gustavo Ribas (que me deu alta) e do dr. Luciano dos Santos (ambos oncologistas do Grupo Acreditar). A pedido do dr. Anderson, “meu oncologista oficial”, e do dr. Arturo, que acompanhou a internação (ambos da Acreditar), Gustavo e Luciano foram presença constante no hospital durante minha internação e orientaram todos os procedimentos. Registro, ainda, as duas visitas do dr. Nataniel Soares, “meu” cirurgião plástico, que quis acompanhar de perto a evolução do quadro, principalmente no que dizia respeito à abertura do corte no peito esquerdo.
Passaram no hospital a Ana Carolina e a Lourdes, da Mútua.

MSN em ação: bate papo pra tranquilizar a Natália, diretamente do hospital


Airma que, além de me cuidar como enfermeira, teve até que acalmar a Mafaldinha pelo telefone, explicando que a internação não era o fim do mundo. Ela também teve CA de mama e trocamos muitas experiências...



Biscoito da sorte
Mas contra os glóbulos brancos, a gente vence todas!

Febrão de 39º e internação

Na sexta à noite, 15 de abril, voltei a ficar meio derrubadinha e a febre começou a subir: 37,7 graus, o limite pra ligar pro médico. Depois de um “banhão”, fiquei melhorzinha e com a esperança de que a febre iria baixar nas horas seguintes. E baixou: amanheci com “os termômetros registrando” 37 graus (não é plágio de previsão do tempo, mas é que utilizei dois termômetros mesmo, pra garantir).
Porém... lá pela uma da tarde, medi a temperatura e levei um susto: 39 graus! Liguei na mesma hora pro dr. Arturo, que me orientou a correr pro pronto socorro e me ligar de lá quando fosse atendida, já ao lado do médico, pra saber sobre o quadro e orientar a condução das ações.
A Beth, que ainda estava em Brasília, me levou ao pronto socorro, que é bem perto de casa. Fui atendida imediatamente por uma médica super atenciosa e competente. Mais uma picadinha pra exames de sangue. Quando ficaram prontos, o resultado que já era esperado: leucopenia, ou seja, enorme queda de leucócitos (que também atendem pela alcunha de “glóbulos brancos”). Podia ser alguma infecção escondidinha ou reação da própria químio. Mas tudo indicava que se tratava de infecção proveniente da demorada cicatrização de parte do corte na mama esquerda – cirurgia de 5 de fevereiro.


“Lembre-se da sabedoria da água: ela nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna."