Hoje completou um ano que fiz a biópsia e retirada do nódulo descoberto na mamografia.
Incrível como o tempo passou rápido, desde então! A não ser pela expectativa do resultado de cada exame feito a partir daquele dia, incluindo a própria biópsia. Essa espera tem uma contagem de horas e dias diferente do tempo normal.
Eu poderia falar tudo o que aconteceu nesses 12 meses, todas as experiências, sentimentos, dúvidas, apoios... Mas vou deixar pra fazer o balanço geral em data mais significativa, como quando recebi a notícia, momento em que, efetivamente, foi acionado o botão “ligar”.
É! Acho que fica melhor assim. Até porque quando fiz a biópsia não sabia o que me esperava.
Então, fica aqui apenas o registro da data.
E, sim, tenho muito o que comemorar!
“O tempo é um ponto de vista dos relógios” – Mário Quintana
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domingo, 6 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Ops! Não escapei da quimioterapia
Vocês se lembram da biópsia do linfonodo sentinela? Muito bem...
O resultado das biópsias do material retirado na cirurgia definiria a forma de tratamento, ou melhor, se eu escaparia ou não da “temida” quimioterapia (QT, pros íntimos).
E as biópsias após a cirurgia, infelizmente, indicaram uma micrometástase do linfonodo sentinela e dois micropontos no mesmo seio, na parte retirada com a mamoplastia. Fiquei sabendo do resultado pelo dr. Farid, que adiantou a necessidade de que eu fizesse a químio. Ele sugeriu a clínica e os médicos oncologistas que definiriam o tipo e o número de aplicações.
Fiquei meio decepcionada com o resultado da biópsia pois, mais uma vez, eu tinha certeza de que não daria nada além do que já tinha dado. De qualquer forma, saí meio que conformada e, pra ser bem honesta, apesar de saber (ou pelo menos imaginar) o que eu teria pela frente, me senti muito mais segura fazendo a químio do que “pagando pra ver”.
Já pra Beth, que estava comigo, foi mais difícil aceitar esse diagnóstico. Ela chorou e eu a consolei...
É impressionante como a palavra QUIMIOTERAPIA assusta. Claro, é um tratamento que não tem nada de agradável, mas a químio, hoje, na maioria dos casos, já não é tão pesada como era num passado recente. Pra minha geração, a primeira associação que se tem com o nome é o filme "Tudo por amor" (1991 - nossa! o filme já tem 20 anos!), em que um jovem passa MUITO mal a cada sessão de químio e o final é meio trágico.
Mas vamos ao que interessa:
Mas vamos ao que interessa:
vamos ao oncologista!
“Dê a seu corpo uma chance para lutar” - David Servan-Schreiber (autor do best seller 'Anticâncer')
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Biópsia do linfonodo sentinela
A ressecção do LS foi uma cirurgia que fiz paralelamente à quadrantectomia, mamoplastia, colocação de prótese e simetrização, ou seja, foi intra-operatória (callllma! isso tá explicado em outros posts – pelo menos eu acho que sim). Tudo foi realizado como se fosse uma grande cirurgia, englobando esses vários procedimentos. Só não sei exatamente qual a sequência - claro, eu estava anestesiada.
O principal objetivo da biópsia do LS é conservar a axila, evitar o seu esvaziamento. A cirurgia radioguiada possibilita a combinação das técnicas ROLL (Radioguided Occult Lesion Localization) pra marcação de lesões não-palpáveis, com a biópsia simultânea de LS. Parece complicado e técnico demais, né? Mas é simples... pros médicos! O procedimento, aliás, depende da colaboração e interação da medicina nuclear, equipe cirúrgica e patologistas.
Muito bem, após a ressecção (corte/retirada), o linfonodo passa por exames citológico e histopatológico. Isso, óbvio, se houver disponibilidade de equipamento, o que NÃO HOUVE no meu caso, por problemas técnicos. Portanto, a biópsia do sentinela foi feita só depois e o resultado conhecido após cerca de uma semana após a cirurgia. Conto depois essa parte.
Apenas pra concluir a história da delicada “injeçãozinha subareolar” do post anterior...
Quem disser que “é só uma picadinha”, quando falar desse procedimento inicial, vai arder no mármore do inferno, pela mentira deslavada! Re re re... (risada nervosa, só de lembrar).
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A primeira linha do resultado da biópsia escafedeu-se!
No dia 26 de novembro o resultado da biópsia seria entregue pelo laboratório no consultório do masto. Porém, quando cheguei à consulta, o resultado ainda não estava lá. Como o laboratório é bem pertinho, decidi eu mesma retirá-lo no laboratório e levá-lo ao médico. Peguei o exame. “Lê-lo ou não lê-lo, eis a questão”. Hesitei, mas, por fim, abri o envelope.
Dei uma olhada geral e rápida. Muitas linhas com um monte de nomes e números estranhos. Meus olhos não se concentravam em linha nenhuma nem na “conclusão”. Tudo esquisito. Li e não entendi nadica de nada. Well, vamos levar pro médico.
“Viver não é esperar a tempestade passar. É aprender a dançar na chuva.”
sábado, 6 de novembro de 2010
Cirurgia pra biópsia
No dia 6 de novembro, fui pro hospital (com a “filhota” Rose - explicação sobre meus “filhotes” nos próximos posts) e me internei. Somente na hora em que estava indo deitada na maca pra sala de cirurgia, vendo as luzes do teto passando, passando, passando, é que me dei conta de que estava mesmo a caminho de uma cirurgia. Nessa hora caiu a ficha e fiquei com um medão danado. No fim, a cirurgia foi simples, com anestesia local (a tonta aqui não fez o jejum correto e nem um “sossega leão” me deram - em minha defesa de loira, alego que não fui bem orientada pelo hospital). O resultado sairia só no final do mês. Sete dias de licença.
Pra não assustar minha mãe e a família, que estavam em S.Paulo, minimizei ao máximo esse procedimento. “Coisinha simples, Mã, feita no consultório, mesmo...”. Na época, a imprensa noticiava nacionalmente o grande número de casos de “super bactéria” em hospitais de Brasília e a família ficou preocupadíssima. Imagina se a dona Mafalda (a “mia mama”) soubesse antes que eu faria o procedimento num hospital!? Cruzes!
“A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas” - filósofo Horácio
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Como tudo começou
No meu caso, relaxei um pouco, por não sentir nada palpável nos autoexames (falando nisso, ô coisinha chata de fazer esse autoexame; acho que nunca consegui fazer direito). Também não tinha nenhum caso de câncer na família direta. Bom, quando me mudei pra Brasília, em setembro de 2007, deixei passar dois anos, além do ano em que já estava atrasada com meus exames desde São Paulo, até procurar um ginecologista/mastologista de Brasília - um excelente médico, diga-se de passagem: dr. Farid Buitrago. Fiz exames em geral, alguns procedimentos clínicos e mamografia. E a BENDITA mamografia (sim, BENDITA!) identificou um nódulo de aproximadamente um centímetro no seio esquerdo confirmado, depois, com o ultrassom.
Ele me pediu, então, uma biópsia por punção (procedimento com agulha, guiado por ultrassonografia - veja link), que deu resultado negativo. Meu mastologista explicou depois que esse exame não era cem por cento confiável e que repetiríamos a mamografia poucos meses depois pra acompanhar, principalmente, o tamanho do nódulo.
Passei um pouco do prazo pedido pelo masto, mas refiz a mamografia. Fiquei feliz quando li no resultado que não havia sido registrada alteração no tamanho e cheguei saltitante pra consulta. Doce ilusão. Mesmo assim, ainda desconfiado da imagem, meu mastologista disse: “Não marque nada pro dia 6 de novembro, vamos fazer uma cirurgia para biópsia”. Ou seja: dez dias depois.
Acreditem, minha certeza de que não haveria nada era tão grande, que a maior preocupação, naquele momento, foi não perder o show do sexagenário e ainda fofo Paul McCartney,

”O riso alegre é o melhor tônico que a natureza nos concedeu.”
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