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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ops! Não escapei da quimioterapia

Vocês se lembram da biópsia do linfonodo sentinela? Muito bem...

O resultado das biópsias do material retirado na cirurgia definiria a forma de tratamento, ou melhor, se eu escaparia ou não da “temida” quimioterapia (QT, pros íntimos).
E as biópsias após a cirurgia, infelizmente, indicaram uma micrometástase do linfonodo sentinela e dois micropontos no mesmo seio, na parte retirada com a mamoplastia. Fiquei sabendo do resultado pelo dr. Farid, que adiantou a necessidade de que eu fizesse a químio. Ele sugeriu a clínica e os médicos oncologistas que definiriam o tipo e o número de aplicações.
Fiquei meio decepcionada com o resultado da biópsia pois, mais uma vez, eu tinha certeza de que não daria nada além do que já tinha dado. De qualquer forma, saí meio que conformada e, pra ser bem honesta, apesar de saber (ou pelo menos imaginar) o que eu teria pela frente, me senti muito mais segura fazendo a químio do que “pagando pra ver”.
Já pra Beth, que estava comigo, foi mais difícil aceitar esse diagnóstico. Ela chorou e eu a consolei...
É impressionante como a palavra QUIMIOTERAPIA assusta. Claro, é um tratamento que não tem nada de agradável, mas a químio, hoje, na maioria dos casos, já não é tão pesada como era num passado recente. Pra minha geração, a primeira associação que se tem com o nome é o filme "Tudo por amor" (1991 - nossa! o filme já tem 20 anos!), em que um jovem passa MUITO mal a cada sessão de químio e o final é meio trágico.

Mas vamos ao que interessa:
vamos ao oncologista!


“Dê a seu corpo uma chance para lutar” - David Servan-Schreiber (autor do best seller 'Anticâncer')

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Breno, o dreno

Quem já precisou usar dreno após cirurgia sabe o desconforto que essa coisa horrorosa provoca. Sim, também causa algumas dores, mas o desconforto realmente é ainda maior. Dormir com aquele treco é o ó! Andar com ele pra lá e pra cá, honestamente, chega a nos tornar meio ridículas. Pra aliviar o “pequeno desconforto” e me enganar psicologicamente, fazendo do “bichinho” um companheiro mais interessante, batizei o “meu” dreno de Breno (algo como... sei lá, a bola Wilson, do Tom Hanks, em Náufrago). Nada de chamar de “cachorrinho”, como normalmente fazem. Se vai andar comigo vários dias, tem de ter um nome, sim.

Mas o Breno afastou alguns amigos. Não por ciúme da nova “amizade”, mas porque, convenhamos, não é uma cena nem um pouco agradável olhar um caninho cheio de sangue e outros quetais nojentinhos descer pra um reservatoriozinho transparente. Se nem eu mesma olhava a cena, o que dirá as pessoas que queriam me visitar. Só mesmo Beth , a big sister, pra encarar o Breno.

O pior é que você tem consultas com o médico durante a convivência com o Breno e, por mais que você coloque o treco num saco ou numa bolsa, nada é tão apropriado a ponto de te deixar à vontade. E é até engraçado nos consultórios ver os “breninhos” todos sendo carregados por suas “donas” das maneiras mais esdrúxulas. Em função disso, Beth e eu queremos desenvolver um porta-Breno fashion. Algo como uma sacolinha especial de TNT, descartável, incluindo um alongamento pro tal caninho. E por que não inserir patrocínio no dito cujo? O porta-Breno pode ter merchandising do hospital, clínica, laboratório, farmácia, medicamento, um montão de opções. Não é uma excelente e possível lucrativa ideia? Ainda não registramos patente. Se alguém se habilitar... queremos só 50% dos lucros.
Este não é o Breno, apenas um parente próximo, sem uso...
e mais limpinho...



“A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem para em qualquer topada.”  Bob Marley

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Beth, a Big Sister

Uma vez a Beth escreveu um depoimento no Orkut, dizendo:
“Deus não podia ter me dado melhor irmã. Generosa, inteligente, bondosa, charmosa, risonha e tantos outros adjetivos legais que nem dá pra escrever tudo... Te amo como irmã, como ser humano e como amiga!”

Pois eu digo exatamente o mesmo! Não sei o que seria de mim se ela não tivesse se dedicado 100% aos cuidados comigo após a cirurgia (e também antes e bem depois e em outras situações). Deixou todas as suas coisas e compromissos em Sampa e ficou mais de 20 dias em Brasília. Banho, comida, curativos, medicamentos, carinho... Parecia uma cuidadora profissional e, em certos momentos, enfermeira, psicóloga, médica... Ela foi fundamental pra minha recuperação.
Importante falar, também, que é nesse tipo de situação que a gente abre mão de alguns conceitos – ou preconceitos. Não sou nem nunca fui orgulhosa. Ok, talvez eu seja um “bucadinho”: não gosto de pedir ajuda, prefiro que me peçam pra eu poder ajudar. Mas tirando esse pequeno “orgulhinho besta”, acho que, no geral, sou uma pessoa do bem, de bom coração e algumas qualidades. E sempre considerei como uma dessas qualidades ser independente. “Amo ser independente”! - Essa foi sempre uma das minhas frases preferidas. Falava isso de "peito aberto" (credo! essa expressão não deveria ser usada aqui). Enfim, a teoria “foi pro saco”!
Valeu, Bé! Valeu MUITO, Bé! Valeu MESMO, Bé! Valeu PACAS, Bé!  re re re...


“A provação vem, não só para testar o nosso valor, mas para aumentá-lo. O carvalho não é apenas testado, mas enrijecido pelas tempestades” - Lettie Cowman

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cirurgia: medo sim, como não?

Depois daquela “picadinha sem vergonha”, certamente, nada poderia ser pior naquele dia. Sim, havia o medo. Um baita medo, diga-se de passagem. Depois da conversa com o dr. Renato Barra (depois eu conto), até fiquei um pouco mais tranquila, mas ainda estava preocupada com a anestesia geral, afinal, levemente hipertensa, acima do peso e levando uma vida sedentária, eu não tinha exatamente o perfil  da paciente mais almejada por cirurgiões e anestesistas. Sem contar que eu ainda tossia um pouco e ficava imaginando se me desse uma crise de tosse no centro cirúrgico.
Saímos do IMEB, passamos rapidamente em casa pra pegar a parafernália hospitalar (roupa, notebook e otras cositas mas) e fomos pro Hospital Santa Helena. A Carol faria companhia pra Beth durante a cirurgia.
Subi até o andar “x”, que não me lembro qual, e entrei no centro cirúrgico, uma ala bem fria - no sentido térmico da palavra -, com uns 20 leitos de pós-operatório e umas dez salas de cirurgia, uma ao lado da outra. Logo vi o dr. Farid, dr. Soares e a dra. Isabela e me tranquilizei. Troquei de roupa e coloquei um hiper fashion avental cirúrgico amarelo gemada, aquele sapatinho azul frufru com elástico e fui andando até a “minha” sala, onde seria a operação. Lá já estavam o anestesista, instrumentadora e enfermeiras. Achei a sala interessante, com mil equipamentos, mesas de apoio, aparatos... Me senti mais segura.
Fotos para o book
Eu já estava me deitando quando fui interrompida para a “sessão fotos book”, ou seria pra Revista Playmama? Os médicos iriam fazer fotos do “antes”. Desci da cama (maca?) nua em pelo, bem constrangida, eu diria, com aquele povo todo circulando. Aí a dra. Isabela, super fofa, meio que improvisou uma saia com o lençol. Tiradas as fotos, de vários ângulos, voltei pra cama (maca?).
Antes de colocar a máscara de oxigênio com o “sossega leão”, houve um momento em que todos foram para um canto da sala pra conversar ou sei lá o quê. Levantei a cabeça e vi aquela turma de médicos e auxiliares, todos de avental e pensei, olhando aquela imagem, que me remeteu a uma pintura da Capela Sistina: “Essas pessoas com essas roupas claras e compridas estão parecendo anjos, que vieram pra cuidar de mim e me curar”. Nesse momento, me deu uma sensação tão tranquila, mas tão tranquila, que me lembro até de ter dado um sorriso pra mim mesma - e praqueles que certamente estavam espiritualmente comigo - e de ter agradecido por estar tendo a chance que muitos não têm de ser tratada. Bem tratada. Recostei a cabeça relaxada. A dra. Isabela não saiu do meu lado, segurando a minha mão, enquanto eu era sabatinada pelo anestesista e “amarrada” pelos enfermeiros. Paralelamente, ela e o dr. Farid começaram a busca pelo linfonodo sentinela, conforme expliquei em post anterior. O anestesista colocou a máscara e pediu pra eu contar até 10, lentamente. Em vez disso, comecei a rezar, a ouvir o “pi, pi, pi” do aparelho e, beeeem de longe, as vozes do dr. Farid e da dra. Isabela: “acho que está aq...”. E apaguei!
Onde estou? O que aconteceu? É tudo tão estranho...
Fui acordar, sete horas depois, com a meiguice e delicadeza da Dandi (enfermeira da UTI pós-cirúrgica - cunhada da Sara, estagiária de jornalismo da Acme/Mútua) me cobrindo, aquecendo meu pé e perguntando se eu me sentia bem. Incrível, mas depois de uma anestesia de sete horas, eu abri os olhos e disse pra ela: “Você é a Dandi, né?”. Não me perguntem como fui me lembrar até do nome dela, que tinha escutado uma única vez, quando a Sara me contou que era o plantão da cunhada. Curioso, também, foi a minha consciência absoluta da situação em que eu estava. Me lembro bem de ter perguntado até se eu tinha passado pelo esvaziamento axilar, uma preocupação anterior. Ela me disse que não houve o esvaziamento e que estava tudo bem. Mas esse nível de consciência durou pouco.
Não passou muito tempo e fui levada de maca pro quarto onde, eufóricas e ansiosas, estavam Beth e Carol. Aí veio meu estado hiper-grogue. Com a voz rouca, em função de ter sido entubada, pedi pra Carol pegar um tal “batom bordô” (não faço a menor ideia de onde tirei isso) e, ao telefone com minha mãe - que estava em Sampa e que se não ouvisse minha voz ia ter um treco - eu insistia em dizer que “estava no cabeleireiro, com tratamento VIP” – vai entender o efeito pós-anestésico... Abaixo as drogas! re re re...
Depois, soubemos que minha mãe tinha certeza de que, ao telefone, era a Beth imitando a minha voz, só pra tranquilizá-la.
Muitas picadinhas, um dreno, uma sonda, um banho e um curativo depois, tive alta na tarde do dia seguinte, alta dada pelo dr. Nataniel Soares.

“Não tenho medo do escuro... mas deixe as luzes acesas.” - Renato Russo

Biópsia do linfonodo sentinela

A ressecção do LS foi uma cirurgia que fiz paralelamente à quadrantectomia, mamoplastia, colocação de prótese e simetrização, ou seja, foi intra-operatória (callllma! isso tá explicado em outros posts – pelo menos eu acho que sim). Tudo foi realizado como se fosse uma grande cirurgia, englobando esses vários procedimentos. Só não sei exatamente qual a sequência - claro, eu estava anestesiada.
O principal objetivo da biópsia do LS é conservar a axila, evitar o seu esvaziamento. A cirurgia radioguiada possibilita a combinação das técnicas ROLL (Radioguided Occult Lesion Localization) pra marcação de lesões não-palpáveis, com a biópsia simultânea de LS. Parece complicado e técnico demais, né? Mas é simples... pros médicos! O procedimento, aliás, depende da colaboração e interação da medicina nuclear, equipe cirúrgica e patologistas.
Muito bem, após a ressecção (corte/retirada), o linfonodo passa por exames citológico e histopatológico. Isso, óbvio, se houver disponibilidade de equipamento, o que NÃO HOUVE no meu caso, por problemas técnicos. Portanto, a biópsia do sentinela foi feita só depois e o resultado conhecido após cerca de uma semana após a cirurgia. Conto depois essa parte.
Apenas pra concluir a história da delicada “injeçãozinha subareolar” do post anterior...
Quem disser que “é só uma picadinha”, quando falar desse procedimento inicial, vai arder no mármore do inferno, pela mentira deslavada! Re re re... (risada nervosa, só de lembrar).

Consultório médico: o que é o linfonodo sentinela?

O LS é o primeiro gânglio a receber a drenagem linfática proveniente de um tumor. Em caso de metástase axilar, este será o primeiro gânglio comprometido.

A biópsia durante a cirurgia (após a aplicação do contraste nuclear, feita horas antes) é capaz de localizar esse linfonodo para que o cirurgião possa extraí-lo com segurança, de forma menos invasiva, e o patologista possa verificar se há ou não comprometimento metastático. No câncer de mama esse dado pode definir outro procedimento durante a cirurgia: se o linfonodo sentinela for negativo, será evitado o esvaziamento axilar.
Por outro lado, o comprometimento do linfonodo sentinela pode indicar o acometimento de outros gânglios. O linfonodo sentinela permite que se obtenha informação detalhada sobre o status linfonodal com um procedimento pouco invasivo. Se o linfonodo sentinela for identificado e cuidadosamente analisado, ele prediz se a axila está ou não comprometida.

 

Linfocintilografia mamária: a “picadinha” mais dolorida da face da terra!

Chorei. Chorei mesmo quando fiz o exame, na verdade, um procedimento pra identificar possíveis metástases no linfonodo sentinela, também conhecido como LS. Foram 15 minutos (que pareceram duas horas) de verdadeira agonia. O primeiro minuto após a injeção é como se aquilo nunca mais fosse passar – e a sensação é que não passa mesmo, nunca. Um ardor insuportável que percorre o peito até a axila. Imagine um enxame de abelhas africanas enfurecidas, todas te picando no peito. Juro como não estou exagerando. A Beth foi testemunha ocular dessa história.
Cheguei a sonhar com o exame algumas vezes e durante vários dias. Um drama! Preferiria 50 mamografias a essa coisa esdrúxula e doída! E olha que a médica que aplicou a injeção, Isabela Camargo Silvério, do IMEB (onde fiz o exame), é HIPER competente, delicada, atenciosa, uma fofa (na hora da cirurgia foi ela quem me deu o maior apoio e me tranquilizou).
Mas que raio de procedimento é esse, afinal?
Ele é feito horas antes da cirurgia. É uma injeção subcutânea que é aplicada no seio (mais exatamente ao lado da aréola - ui! - o termo é “subareolar”), com uma solução colorida (azul) e radioativa, que percorre os linfos até o sentinela, que fica na axila. Depois disso, é feito o mapeamento do LS, através de cintilografia. Na hora da cirurgia, uma sonda de detecção de raios gama identifica o exato local do sentinela, ajudado, também, pelo mapeamento anterior.
Nessa hora, eu ainda estava acordada. A dra. Isabela e o dr. Farid procuravam na axila, com a ajuda de um “monitor” e uma espécie de caneta, o local onde seria feita a incisão. Quanto mais forte o “pi-pi-pi-pi” do aparelho, mais próximos estavam do linfonodo sentinela. Tinha também um aparelhinho que mostrava na tela a porcentagem de aproximação (ou algo parecido, segundo minha vaga e pré-anestesiada lembrança). Ouvi os dois dizerem “aqui!” e... caí em sono profundo. Ainda bem!
Z z z z z z Z Z Z ...

domingo, 30 de janeiro de 2011

Janeiro: compasso de espera até a cirurgia

Janeiro não foi um mês com muitas novidades, além da gripe que me derrubou mais de 15 dias e obrigou o adiamento da cirurgia em quase um mês.

Trabalhei normalmente, apesar da dor de garganta e dos irritantes espirros.

De emocionante, a enorme expecativa pelo bisturi e, nos últimos dias do mês, pela aprovação da cirurgia de simetrização do seio direito pelo convênio. Um enorme desgaste emocional e de tempo.

Ah, sim! Visitinha ao mastologista e cirurgião plástico, pra não ficar com saudade dos consultórios médicos.

No mais...

sábado, 15 de janeiro de 2011

São Google entra em ação

Óbvio que nunca na vida “googlei” tanto quanto agora. Todo nomezinho novo que pinta em consultório ou exame... São Google! Mas tive orientação virtual, também, em sites muito legais, como o Inana e o Oncoguia, apenas pra citar dois deles. Mas principalmente os blogs existentes sobre o assunto foram excelentes.

Incrível como tem coisa interessante nos blogs de mulheres maravilhosas que passam pela mesma experiência. É uma troca de informações, dicas e vivências tão grandes, que parece estarmos numa enorme sala de terapia de grupo, onde a troca de experiências e o apoio são constantes. Muitos exemplos de superação e coragem.

Destaco aqui o blog da minha nova amiga Amanda (“Diário câncer de mama”), que descobri num final de semana de janeiro, quando fuçava imagens de radioterapia. Entrei no blog e passei um dia inteiro lendo a história e experiências da Amanda. Só depois de muita leitura, vi que ela era de Brasília. Na segunda-feira seguinte cheguei à Mútua contando que tinha descoberto uma tremenda “fonte” e tinha agora uma especialista no assunto e que tinha virado fã dela. Pra minha surpresa, a Amanda era amiga da Helena, da Acme. Por fim, nos tornamos amigas, por enquanto, virtuais, apesar de ambas estarmos em Brasília. Em breve, espero me encontrar com ela pra comemorarmos nossas vitórias.


"É a esta força que mantém sempre a opinião justa e legítima sobre o que é necessário temer e não temer, que chamo e defino coragem." - Platão

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Contar pros amigos é tão difícil quanto contar pra família

Foi bastante complicado contar o fato pras poucas pessoas que souberam do diagnóstico antes da publicação deste blog. Principalmente pra grandes amigas (como as da foto). Mais ainda, quando a notícia é dada às vésperas do Natal, numa confraternização super gostosa, como aconteceu na tradicional “ceia” de Natal antecipada com minhas “ALmigas-irmãs” Encarnacion, Izilda e Silvia.
Elas passaram por problemas semelhantes em família e sabiam como é difícil enfrentar a batalha. Mas especialmente elas tinham de saber. E, desde então, me deram A MAIOR FORÇA E APOIO DO MUNDO! Fizeram (e fazem) contatos permanentes, meio que em rodízio, nunca me deixando sem um abraço virtual ou presencial, sempre que possível. Sei que entre nós não é preciso agradecer nada, meninas. Também, se precisasse, eu não saberia como.

Irmandade de mais de 30 anos (que ninguém nos ouça e nem faça contas): Zizi, Meg, Silvia e Cacá


* Ressalto que também não me esqueço de outras pessoas queridas que me “socorreram” com telefonemas, torpedos e e-mails carinhosos - em breve relato esses carinhos todos.


Pra este post, duas frases:
 
"A amizade é um amor que nunca morre.” - Mário Quintana

 “Um amigo se faz rapidamente; já a amizade é um fruto que amadurece lentamente." - Aristóteles

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Por que não comigo?

Uma amiga que soube do meu caso me escreveu: “Justo com você, Meg?”. A resposta que enviei, abaixo, é sincera e exatamente como me sinto.  
“Não é ‘justo comigo’ ou com quem quer que seja. Pode acontecer com qualquer um. Tenho falado pra mim mesma ‘Por que não comigo?’, em vez de ‘Por que comigo?’. Se fui eu a entrar pras estatísticas, deve ser porque eu aguento.
Foi comigo? Ok! Vamos à luta, brigar e vencer.”

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Apoio do pessoal da Mútua

Ainda no campo do apoio dos amigos e colegas da Mútua, recebi o carinho de muita gente, de forma pessoal, muito mais do que institucional. Seria preciso um grande espaço pros agradecimentos por todas as ligações, recadinhos, mensagens, pensamentos. Então, me dou ao direito de agradecer de forma geral, sendo os meninos representados neste agradecimento pelo Paulo e pelo Luciano as meninas representadas pela Sandra e pela Michele (parece discurso, né?).

Não fiquem tristes pela não citação nominal de todos, tá? Além do mais, correria o risco de me esquecer de alguém e, aí, já viu o drama... ô pessoal sensível!

Mas BRIGADÃO, de coração! Mesmo sem citar todos, não há como não incluir, também, o nome do Daniel Badauê e da sua mulher Sandra, que foram extremamente atenciosos; do Rodrigo (que me ligou ou “torpedeou” todos os dias e quebrou vários "galhos"); Igor (boas caroninhas pro aeroporto); Piffer (muitas ligações e atenções); Regina (mensagens e visitas com “Okyomi”, da Mahikari), Janete, Vera, Judith... da Diretoria Executiva (Wellington, Calheiros, Ricardo, Marquinho e Geraldo), que aqui considero representar, também, MUITOS diretores regionais da Mútua de todo o Brasil, que igualmente foram ótimos e atenciosos.

Também de forma generalizada, mas não menos importante, agradeço a equipe dos meus “ex-filhotes” da Gerência de Benefícios, bastante presente, de alguma forma. Perdão a todos os outros, a quem agradeço MESMO, mas seria uma enorme lista e preciso continuar escrevendo o blog... Se não, ele só entra no ar em 2012!
E já que estamos "na Mútua", beijo pro pessoal do "Sistema" ou mais ou menos isso, a quem agradeço mencionando a Mariângela/Ernani, André, Miguel, Denise, Luciane, Cássia, Valmor, Bassan, Zé Orlando... e muitos, muitos outros... VALEU!

* O agradecimento ao pessoal que não é da Mútua nem do Sistema e que vem me acompanhando virá em outro post. “Calmaí!”, como diria Natália, minha sobrinha super parceira. Mesmo eu tendo contado pra pouca gente, todas as pessoas que souberam não deixaram de me "paparicar"...


"A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor." - Joseph Addison

“Filhotes” - o apoio incondicional


Falando em família, faço uma pausa na explicação dos procedimentos médicos e expectativas de resultados da biópsia pra deixar registrado o meu ETERNO AGRADECIMENTO pra família postiça que ganhei de Deus e que, nos últimos meses, tem sido um alicerce pra mim, já que a família original, que inclui grandes amigos e amigas, está em Sampa.
São meus “filhotes luxentos”, a equipe da Assessoria de Comunicação, Marketing e Eventos da Mútua (Acme), com quem trabalho há mais de dois anos, que não me deixou nem um dia sequer sem apoio, contato, carinho, atenção, colo. TODOS OS DIAS eles estiveram comigo, de alguma forma, desde o início desse processo. São filhotes porque me chamam de "Mami". São luxentos... ora, porque sim! re re re...

     
Faço questão de nominar um a um (por ordem alfabética, pra evitar ciumeira... re re re): Carol, Helena, Hugo, Rose, Sara e, mais recentemente, Juliana. Vocês foram (continuam sendo) bênçãos, num momento muito delicado. Deus os abençoe!








Muito chique a cesta de café da manhã que recebi dos filhotes após a cirurgia do dia 6 de novembro;  e a cartinha... de chorar!
  
 
 
"O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas." - Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Master notícia: exames negativos pra metástase... NÃO TÊM PREÇO!!!

O que vale destacar nesses exames são os resultados. Só quem passou por isso sabe o tamanho da expectativa pra saber se há metástases. O tempo de espera não passa. É uma agonia enorme, que fica 24 horas na sua cabeça. Mais uma vez, tive um enorme apoio dos amigos da Mútua. A Helena foi comigo retirar os resultados, um a um, em dias diferentes.
A cada resultado negativo pra metástase era uma verdadeira festa, com direito a choro e ligação telefônica imediata pra Sampa, pra compartilhar as boas novas com a família.
Presente de Natal...  Páscoa... aniversário...


"Eu estou tranquilo e sinto que tudo vai sair bem, porque é exatamente a minha hora." - Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Exames, exames, exames...

O mês de dezembro foi especialmente dedicado a uma “centena” de exames, principalmente pra verificar se havia metástase à distância nos órgãos mais frequentemente afetados, quando o câncer primário é o de mama, como ossos, pulmões e fígado. Exames e consultas com outros especialistas também foram pedidos.

Um dos exames que fiz foi a cintilografia óssea, com medicina nuclear. Pra mim foi um exame tranquilo, a não ser pelos nove copos d´água que tive de tomar enquanto o líquido radioativo injetado na minha veia invadia cada um dos meus ossinhos. Fiquei umas duas horas zanzando pelo centro clínico onde fica o IMEB Asa Sul - um verdadeiro shopping de hipocondríaco, com trocentos consultórios, farmácias, lojinhas para doentinhos em geral e de qualquer patologia e muitos, muuuuitos pacientes pra lá e pra cá.

 
Equipamento pra cintolografia

No exame o corpo todo, “frente e verso”, é analisado por uma máquina, com a pessoa deitada e completamente imóvel. Essa parte dura uns 20 minutos.
A curiosidade desse exame pra nós, leigos e mortais, é a impressão do resultado, como “quase” se vê abaixo. “Quase” porque eu meio que apaguei os “contornos” e a imagem tá bem ruizinha. Gente, é muito esquisito ver os ossos cercados pelo seu “corpinho” - especialmente quando o corpinho é mais... “cheinho”. A impressão que tive quando vi a imagem foi algo como aquelas roupas usadas no cinema, pra fazer a pessoa parecer gorda, ou alguém (os ossos) numa roupa inflada de astronauta. Meio ridícula a imagem, eu diria.

Esta sou eu, anterior e posterior (não confundir com “antes e depois”); notaram o meu sorriso amarelo?

Além desse, fiz Raios X de tórax, cabeça e ecografia de abdome. Após consulta com o cardiologista, pra liberação pra cirurgia, outra série de exames foi pedida: ecocardiografia, eletro, eco de tireóide, carótidas, sangue (inúmeros, inclusive, pré-cirúrgicos), Holter (que eu não fiz até agora) e encaminhamento pra nutricionista (fui na primeira consulta e ela está me esperando até agora pro retorno). 



“A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo”.